Crimes relacionados com jogo em Macau aumentam 12,2% no primeiro semestre
Os crimes relacionados com o jogo de fortuna ou azar em Macau aumentaram no primeiro semestre do ano 12,2%, em termos homólogos, para 1.278 casos, sobretudo devido ao câmbio ilegal de dinheiro, anunciaram hoje as autoridades.
O secretário para a Segurança, Chan Tsz King, afirmou em conferência de imprensa que, entre os casos, 259 envolviam câmbio ilegal de moeda para fins de jogo, o que representa um aumento homólogo de 7,9%.
Além disso, registaram-se 87 casos de empréstimo ilegal de dinheiro e seis casos de litígios relacionados com depósitos em garantia, correspondendo a quedas homólogas de 13,9% e 53,8%, respetivamente.
“Os casos de fraude ocorridos nos casinos estão geralmente ligados a redes de câmbio ilegal de moeda”, disse Chan aos jornalistas.
No primeiro semestre deste ano, as autoridades desmantelaram cerca de 250 casos de câmbio ilegal, detiveram 322 elementos ligados a redes de câmbio e apreenderam dinheiro e fichas num total superior a 16 milhões de dólares de Hong Kong (1,9 milhões de euros), de acordo com o responsável.
Chan acrescentou que, em abril, a PJ de Macau, em coordenação com a polícia da China continental, lançou uma operação que desmantelou uma rede de câmbio transfronteiriça. Foram detidas 25 pessoas e apreendidos cerca de 5,7 milhões de dólares de Hong Kong (670 mil euros) em numerário ligado ao caso.
No mês seguinte, a polícia realizou 59 operações direcionadas a redes de câmbio ilegal.
Em termos gerais, no primeiro semestre, registaram-se 6.628 crimes no território, o que representa uma redução de 1,1 % em relação ao mesmo período de 2025.
Nos primeiros meses de 2026, as autoridades registaram 1.006 casos de burla, -10,8%, em termos homólogos, dos quais 283 casos eram burlas com recurso às telecomunicações e cibernéticas (-38,5%).
Os dados revelam que, no período em análise, ocorreram 129 crimes violentos, representando uma subida de 4%, em termos anuais.
No que diz respeito à delinquência juvenil, registaram-se entre janeiro e junho 87 casos (+7,4%).
Ainda durante a conferência de imprensa de hoje, o secretário para a Segurança anunciou que estes balanços da criminalidade aos jornalistas vão passar a realizar-se semestralmente, em vez de trimestralmente, alegando que “os números da criminalidade relativos a um período de três meses não apresentam alterações significativas”.
Em abril, o balanço da criminalidade de 2025 foi publicado no ‘site’ do gabinete do Secretário para a Segurança e sem a realização da habitual conferência de imprensa, tendo sido anunciado que as sessões informativas trimestrais seriam suspensas.
Dois dias depois, o maior jornal em língua chinesa de Macau criticou as autoridades por “fecharem as portas ao público”.
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By Impala News / Lusa