Presidente do Conselho das Ciências da Vida defende debate alargado sobre eutanásia

O presidente do Conselho Nacional da Ética para as Ciências da Vida, Jorge Soares, defendeu um debate alargado sobre a morte assistida e admitiu que um referendo pode ser importante num tema como este.

Presidente do Conselho das Ciências da Vida defende debate alargado sobre eutanásia

Lisboa, 07 fev (Lusa) — O presidente do Conselho Nacional da Ética para as Ciências da Vida, Jorge Soares, defendeu hoje um debate alargado sobre a morte assistida e admitiu que um referendo pode ser importante num tema como este.


“Os referendos são instrumentos da democracia, importantes quando se quer ouvir a opinião do maior número de pessoas sobre temas que têm especial complexidade e de especial sensibilidade como é o tema da morte assistida”, disse Jorge Soares, no final de uma audiência para apresentar cumprimentos a Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República.


Sem nunca defender diretamente um referendo sobre a eutanásia, já admitida pelo CDS-PP, Jorge Soares afirmou que não vê urgência na discussão da morte assistida e que é necessário, como já disse o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, um debate alargado sobre o assunto.


“Assuntos de especial complexidade devem ser abordados pelo maior número de pessoas, deve ser estimulada a reflexão e a decisão. Os assuntos têm que ser explicados de uma forma simples, as pessoas têm que perceber o que se trata. Quanto mais pessoas se pronunciarem, mais fácil é aos políticos tomarem as suas decisões”, disse.


O presidente do Conselho Nacional da Ética para as Ciências da Vida não vê urgência na discussão.


“Pode ter uma urgência política, mas não é um assunto que seja considerado urgente”, disse, dado que a “todo o tempo se colocou este problema”.


A Assembleia da República deverá discutir o tema da morte assistida ainda este ano, dado que vários partidos, como o Bloco de Esquerda e “Os Verdes”, já anunciaram a intenção de apresentar projetos de lei, ainda sem data anunciada.


Na semana passada, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu um debate amplo e o mais participado possível sobre a morte assistida, tendo-se recusado a pronunciar para não condicionar a discussão.



NS (JF) // JPS

By Impala News / Lusa