PR de Moçambique diz-se comprometido em garantir liberdades dos jornalistas

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, disse estar comprometido em garantir que os jornalistas possam exercer a sua atividade em liberdade, num comunicado alusivo ao Dia do Jornalista Moçambicano.

PR de Moçambique diz-se comprometido em garantir liberdades dos jornalistas

Maputo, 11 abr (Lusa) – O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, disse hoje estar comprometido em garantir que os jornalistas possam exercer a sua atividade em liberdade, num comunicado alusivo ao Dia do Jornalista Moçambicano.


“Como Governo, continuamos comprometidos em garantir que os jornalistas exerçam a sua atividade com dignidade, respeito e, acima de tudo, com as liberdades protegidas pela Lei”, lê-se no documento.


Filipe Nyusi encorajou os jornalistas “a abraçar a verdade como seu principal instrumento de trabalho”.


O chefe de Estado realçou que a data é importante, “não só para a classe jornalística nacional, mas para todos”, como “povo que vai usufruindo das conquistas” da independência.


“Numa época em que percebemos o alargamento das plataformas de informação, a classe jornalística é desafiada a manter-se como aquela que informa e forma o cidadão, consolidando o seu lugar natural de intermediário entre os acontecimentos e a nação”, acrescentou.


“Reforçamos o nosso apoio à difusão de informação de caráter utilitário, cujo fim último é promover boas práticas na tomada de decisão a todos os níveis, melhorar a convivência social, e promover tanto a paz quanto o desenvolvimento, de modo a que se construa uma cidadania consciente, patriota e participativa”, refere ainda o comunicado do Presidente moçambicano.


No mais recente relatório, relativo a 2016, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) colocou Moçambique no 87.º lugar na classificação mundial da liberdade de imprensa – uma queda de duas posições em relação a 2015.


O ano de 2015 foi aquele em que Paulo Machava, que trabalhava para o jornal ‘online’ Diário de Notícias, “foi abatido em plena rua, após ter defendido jornalistas processados por difamar o chefe de Estado”, recorda a organização.


De acordo com a RSF, o país caracteriza-se por uma imprensa “carente de recursos e de formação e por uma abrangente autocensura” entre jornalistas que são alvos frequentes “de campanhas de intimidação”.



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By Impala News / Lusa