Morte de ex-deputada britânica Ann Widdecombe investigada como homicídio

A morte da ex-deputada Ann Widdecombe, cujo corpo foi encontrado na quinta-feira na própria casa em Haytor, no sudoeste de Inglaterra, está a ser investigada por suspeita de homicídio, avançou hoje a polícia britânica.

Morte de ex-deputada britânica Ann Widdecombe investigada como homicídio

A ex-deputada conservadora e ex-secretária de Estado das Prisões, de 78 anos, foi encontrada morta com “ferimentos graves”, revelou a Polícia de Devon e da Cornualha, que está à procura de um suspeito do sexo masculino.

O primeiro-ministro britânico, o trabalhista Keir Starmer, exortou as pessoas a ultrapassarem as diferenças políticas e a concentrarem-se na captura do assassino.

“Esta é uma notícia verdadeiramente chocante”, escreveu na rede social X, recordando a antiga adversária política pelos seus “muitos anos de serviço público”. 

Widdecombe exerceu funções na Câmara dos Comuns (câmara baixa do parlamento britânico) como deputada entre 1987 e 2010 e era conhecida pelas suas opiniões socialmente conservadoras, opondo-se ao direito ao aborto e à expansão dos direitos LGBTQ.

Mais tarde, desfiliou-se do Partido Conservador para se juntar ao Partido do Brexit, pelo qual foi eleita deputada ao Parlamento Europeu, e posteriormente também representou o Partido Reformista (Reform UK), fundado pelo populista Nigel Farage.

Widdecombe ganhou fama recentemente por participar nos ‘reality shows’ “Strictly Come Dancing” e “Celebrity Big Brother”. 

O antigo primeiro-ministro conservador Boris Johnson descreveu-a como uma “heroica defensora do ‘Brexit’ [saída britânica da União Europeia] e uma grande oradora, capaz de levar o público conservador a tal êxtase que é muito difícil igualá-la”.

Ameaças contra deputados e políticos têm vindo a aumentar nos últimos anos no Reino Unido devido à crescente polarização política.

A deputada trabalhista Jo Cox e o deputado conservador David Amess foram ambos assassinados por terem sido alvo de ataques na qualidade de deputados.

Cox foi alvejada e esfaqueada em 2016 por um ativista de extrema-direita, durante a campanha do ‘Brexit’ enquanto Amess foi esfaqueado por um extremista islâmico em 2021.

 

BM // SCA

By Impala News / Lusa

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