Malásia detém segunda mulher suspeita da morte de meio-irmão do líder norte-coreano

A polícia da Malásia confirmou hoje que deteve uma segunda mulher presumivelmente ligada ao assassínio, na segunda-feira, em Kuala Lumpur, de Kim Jong-nam, meio-irmão do líder da Coreia do Norte.

Malásia detém segunda mulher suspeita da morte de meio-irmão do líder norte-coreano

Banguecoque, 16 fev (Lusa) — A polícia da Malásia confirmou hoje que deteve uma segunda mulher presumivelmente ligada ao assassínio, na segunda-feira, em Kuala Lumpur, de Kim Jong-nam, meio-irmão do líder da Coreia do Norte.


O inspetor-geral da polícia, Khalid Abu Bakar, indicou à agência Bermana que as autoridades detiveram a outra suspeita e, sem facultar mais detalhes, pediu aos ‘media’ para esperarem pela divulgação, ainda hoje, de um comunicado com mais informações sobre a detenção relacionada com o assassínio, na segunda-feira, no aeroporto de Kuala Lumpur, de Kim Jong-nam.


A polícia malaia anunciou na quarta-feira ter detido uma primeira mulher suspeita de envolvimento no caso, a qual tinha na sua posse um passaporte vietnamita, no qual constava o nome Doan Thi Huong e a data de nascimento de 31 de maio de 1988.


Imagens das câmaras de vigilância divulgadas pelos meios de comunicação malaios mostraram a asiática indicada como uma das suspeitas com um top branco com as letras LOL.


Essa mulher, segundo os ‘media’ locais, foi presa no aeroporto e estaria a tentar sair da Malásia, com destino ao Vietname, quando foi travada pela polícia.


O corpo de Kim Jong-nam encontra-se desde quarta-feira no Hospital Geral de Kuala Lumpur para a realização da autópsia, mas ainda não foram divulgados publicamente informações, nomeadamente sobre as causas da morte do meio-irmão de Kim Jong-un.


As autoridades malaias identificaram a vítima como Kim Chol, nascido em Pyongyang em junho de 1970, conforme os documentos de viagem encontrados na sua posse.


Não obstante, o porta-voz do Ministério da Unificação sul-coreano, Jeong Joon-hee, assinalou que Seul tem a certeza de que o homem assassinado é Kim Jong-Nam.


Kim Jong-Nam, filho mais velho do falecido líder da Coreia do Norte Kim Jong-Il, que estaria a aguardar um voo para Macau, foi assassinado na segunda-feira alegadamente por duas mulheres presumivelmente ao serviço da Coreia do Norte em circunstâncias ainda envoltas em mistério.


O homem, com cerca de 45 anos, faleceu a caminho do hospital de Putrajaya, capital administrativa do país, depois de ter sido atacado quando se encontrava numa sala de embarque do aeroporto.


Kim Jong-nam era o filho primogénito do ditador norte-coreano Kim Jong-il e da sua primeira concubina, a atriz Song Hye-rim.


Até ao início do século XXI era considerado o provável sucessor do pai, que morreu em 2011.


Em 2001, no entanto, foi detido no aeroporto de Tóquio com um passaporte falso com o qual alegadamente queria visitar um parque Disney no Japão.


Emigrou para a China em 1995 e vivia desde então entre Pequim e Macau.


O assassínio, ocorrido nas vésperas das celebrações do nascimento do “Querido Líder” Kim Jong-il, que decorrem hoje na Coreia do Norte, foi apresentado pela Coreia do Sul como uma prova da “brutalidade e natureza desumana” do regime de Pyongyang.



DM (MDR/CSR/PAL) // FV.

By Impala News / Lusa