UE deve defender “valores europeus” face a “factos alternativos” – Comissário

A União Europeia está preparada para defender ameaças aos “valores europeus” face a cenários políticos em rápida mudança, assentes em “factos alternativos”, de ambos os lados do Atlântico, afirmou vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis.

UE deve defender

Londres, 10 fev (Lusa) — A União Europeia está preparada para defender ameaças aos “valores europeus” face a cenários políticos em rápida mudança, assentes em “factos alternativos”, de ambos os lados do Atlântico, afirmou hoje o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis.


“Devemos estar preparados para defender valores europeus de longa data quando são ameaçados ou quando uma política baseada em resultados é atacada por factos alternativos”, afirmou num discurso em Londres num evento organizado pela agência de informação financeira Bloomberg.


A expressão “factos alternativos” foi usada por uma das principais assessoras de Donald Trump, Kellyanne Conway, para defender declarações do assessor de imprensa da Casa Branca, Sean Spicer, de que a tomada de posse do presidente dos Estados Unidos atraiu “a maior audiência que alguma vez testemunhou uma tomada de posse”.


Dombrovskis referiu-se à vitória de Trump, ao triunfo do ‘Brexit’ no referendo britânico e ao crescente apoio aos partidos europeus populistas e anti-imigração.


Sobre os dois primeiros, frisou “lamentar, mas respeitar” o resultado do referendo britânico, mas que implica “uma nova relação” entre a UE e o Reino Unido, e considerou que “as recentes eleições norte-americanas provocaram incerteza e abalaram muitas premissas estabelecidas”.


Valdis Dombrovskis sublinhou que ambos os casos podem ter consequências financeiras imprevistas.


“A América tem todo o direito de mudar de abordagem, de redefinir o seu interesse nacional”, disse. E, a mesmo tempo, “a Europa tem o direito de sugerir simpaticamente que a cooperação internacional e a governação financeira são do interesse de toda a gente”.


“O que aconteceria se as regras financeiras fossem muito diferentes em Nova Iorque, Hong Kong, Londres, Paris, Frankfurt ou Singapura?”, questionou, frisando que a UE vai insistir nas reformas introduzidas para assegurar a estabilidade financeira na Europa.



MDR // ANP

By Impala News / Lusa