Alemanha, França, Itália e Reino Unido prontos para levantar sanções contra Irão
A Alemanha, a França, o Reino Unido e a Itália manifestaram-se disponíveis para levantar sanções contra o Irão após o anúncio de um memorando de entendimento entre Washington e Teerão.
Os quatro países consideraram “vital” que as negociações detalhadas entre os Estados Unidos e o Irão sejam concluídas com sucesso e que o acordo seja implementado de forma rápida e abrangente.
“Estamos preparados para levantar as sanções pertinentes em resposta a medidas claras e verificáveis do Irão em relação ao seu programa nuclear”, anunciaram os quatro países, numa declaração conjunta.
Manifestaram ainda disponibilidade para colaborar com os Estados Unidos, o Irão e a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) para o efeito, sublinhando que o Irão “nunca deverá adquirir uma arma nuclear”.
A declaração surge poucas horas antes do início da cimeira do G7 (países mais industrializados) em Évian, França, onde o conflito no Médio Oriente é um dos principais temas da agenda.
Os quatro países salientaram ainda que a reabertura “urgente” do Estreito de Ormuz, com liberdade de navegação “incondicional e irrestrita”, é um elemento “essencial” para garantir a segurança e a estabilidade na região.
O primeiro-ministro paquistanês, que mediou as negociações, anunciou esta noite que foi concluído um acordo entre os Estados Unidos e o Irão.
Segundo Shehbaz Sharif, o acordo prevê um cessar-fogo no conflito no Médio Oriente incluindo o Líbano e deverá ser assinado na Suíça no dia 19.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também confirmou o acordo bem como o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Ali Gharaibabadi.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou o acordo alcançado, que considerou uma “etapa crucial” rumo à paz no Médio Oriente.
Os preços do crude caíram cerca de 4% no início da sessão asiática desta segunda-feira e no final da noite de domingo o preço do petróleo Brent, do Mar do Norte, para entrega em agosto e referência global, estava a cair 4%.
FP // JMR
By Impala News / Lusa