10 Junho: Miguel Monjardino diz que “coragem é liberdade e liberdade é coragem”
O presidente da Comissão Organizadora do Dia de Portugal, Miguel Monjardino, afirmou hoje que “coragem é liberdade e liberdade é coragem”, e alertou que uma nação livre “não deve ter medo”, mas estar “prevenida e preparada”.
“Coragem é liberdade e liberdade é coragem. Na Nazaré, estão algumas das maiores ondas do mundo. Hugo Vau e Joana Andrade são surfistas, olham para a terra a partir do mar. Ambos mostraram a Portugal e ao mundo que é possível surfar aquelas ondas enormes. Para tal, é necessário muita coragem, treino, uma preparação meticulosa, uma boa avaliação do risco e um vasto ecossistema de apoio”, disse Miguel Monjardino na sessão solene das comemorações do Dia de Portugal, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores.
Segundo Monjardino, hoje, milhares de pessoas vão à Nazaré “ver os novos heróis e heroínas do mar ultrapassar os seus limites naquelas paredes de mar que rugem com estrondo”.
“Nos próximos anos teremos de navegar em ondas semelhantes à da Nazaré. Estas marés da história mudarão novamente o mundo. Este não é o tempo de alimentarmos ilusões sobre as mudanças que estão em curso e as suas consequências. Este não é o tempo de enterrarmos a cabeça na areia e negar os factos”, acrescentou.
O tempo atual é de “deixamos para trás o canto de sonhos em que temos vivido”.
“Somos um país com quase nove séculos de História. Tal deve dar-nos confiança em relação ao futuro. Por razões geográficas, o nosso papel nas guerras continentais europeias foi sempre marginal, mas fomos e somos sempre significativos nas comunicações transatlânticas”, referiu.
O professor e analista político, nomeado pelo Presidente da República para presidir à comissão organizadora das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, também sublinhou no seu discurso que a reflexão coletiva e informada “foi sempre a grande vantagem das democracias, sobretudo por afastar mitos do passado e fantasmas do futuro que nos entorpeçam”.
“Até 2030 viveremos tempos de urgência, a desordem e a ignorância são os nossos principais inimigos”, alertou.
E prosseguiu: “Temos aliados na Europa, Américas, Ásia, Oceania com quem partilhamos valores, interesses e memórias históricas. Claro que sim, mas tal como Camões e os surfistas da Nazaré, dependeremos primeiro de nós”.
“Teremos de estar atento aos nossos aliados e adversários. Uma nação livre não deve ter medo, não deve, deve é estar prevenida e preparada. Heroínas e heróis do mar, o amanhã não é longe demais. Eu repito, o amanhã não é longe demais”, concluiu Miguel Monjardino.
ASR // CC
By Impala News / Lusa