Obras do Complexo Petroquímico da Petrobras foram sobrefaturadas

O Tribunal de Contas do Brasil (TCU) denunciou na quarta-feira a sobrefaturação de 544 milhões de reais (164 milhões de euros) nas obras de construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Obras do Complexo Petroquímico da Petrobras foram sobrefaturadas

Rio de Janeiro, 06 abr (Lusa) — O Tribunal de Contas do Brasil (TCU) denunciou na quarta-feira a sobrefaturação de 544 milhões de reais (164 milhões de euros) nas obras de construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).


Em comunicado, o TCU informou também que ordenou o bloqueio de bens das empresas acusadas de terem beneficiado da faturação do Comperj, localizado na região metropolitana do Rio de Janeiro, que pertence à petrolífera estatal Petrobras.


As empresas que tiveram os seus bens bloqueados são a Techint Engenharia e Construção S.A., Alusa Engenharia, Skanska Brasil LTDA., Promon Engenharia LTDA., Engevix Engenharia S.A, Queiroz Galvão S.A., Iesa Óleo e Gás S.A. e Galvão Engenharia S.A.


O tribunal informou que outra das empresas acusadas, a construtora Andrade Gutierrez, não teve bens bloqueados porque, no âmbito das investigações do caso de corrupção da Petrobras, cooperou com a justiça para denunciar corrupção.


O bloqueio de bens deve servir para ressarcir a Petrobras caso as irregularidades forem comprovadas.


O TCU deu um prazo de 15 dias às empresas acusadas para se defenderem das acusações.


Situado no município de Itaboraí, o Comperj é um grande projeto para expandir a capacidade de refinação da Petrobras, com o objetivo que a empresa estatal possa responder ao crescimento da procura de derivados de petróleo, como o diesel, nafta petroquímica, querosene de aviação, coque e gás de cozinha.


As obras, que começaram em 2011, foram afetadas pelo grande caso de corrupção da Petrobras, que atinge a maioria das empresas que participavam nelas, e ainda não foram finalizadas.



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By Impala News / Lusa