Governo angolano disponível para dialogar com professores e evitar nova greve

O ministro da Educação de Angola manifestou a abertura do Governo para dialogar com o Sindicato de Professores Angolanos (Sinprof), insatisfeitos com a sua situação salarial e que agendaram novos períodos de greve até junho.

Governo angolano disponível para dialogar com professores e evitar nova greve

Luanda, 11 abr (Lusa) – O ministro da Educação de Angola manifestou hoje a abertura do Governo para dialogar com o Sindicato de Professores Angolanos (Sinprof), insatisfeitos com a sua situação salarial e que agendaram novos períodos de greve até junho.


Pinda Simão, que falava à imprensa no final da reunião da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros, presidida hoje pelo vice-Presidente de Angola, Manuel Vicente, sublinhou o empenho do Governo na melhoria das condições sociais e de trabalho dos professores.


Na reunião, o ministro apresentou entre outras questões, as reivindicações apresentadas pelos sindicatos do sistema de educação e ensino.


Segundo Pinda Simão, a greve, interpolada e cujo primeiro período decorreu entre 05 e 07 de abril, foi realizada numa altura em que as reivindicações “estavam a ser discutidas e tratadas”.


O ministro referiu ainda que a paralisação teve adesão apenas em nove das 18 províncias angolanas, tendo sido significativa na capital angolana, Luanda, e na província do Bengo.


Admitiu que a atualização de categorias, uma das principais reclamações dos professores, vai ser feita na base da disponibilidade de vagas, para o atendimento, paulatino, dos trabalhadores que tenham mudado o seu perfil de formação.


O titular da pasta da Educação em Angola salientou que a transição do regime probatório para o regime efetivo “é pacífica”, estando dependente do Ministério das Finanças a introdução de um aplicativo para melhorar o processo de identificação e realização do trabalho administrativo.


Pinda Simão disse que a crise financeira no país está base das dificuldades para proceder a um incremento salarial na ordem dos 40%, como é reclamado pelos professores, para repor o poder de compra, tendo em conta o nível da inflação.


A introdução de subsídios reivindicados pelos docentes angolanos deverá ser introduzido paulatinamente, aos quais se juntará os de risco e dedicação exclusiva, que já são abonados.


Acrescentou que há vontade política para a melhoria das condições de trabalho nas escolas, com a reabilitação das existentes e a construção de outras novas.



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By Impala News / Lusa