Acessos à internet em banda larga fixa sobem 7,4% em 2016, fibra ótica em destaque
O número de acessos à Internet em banda larga fixa aumentou 7,4%, para 3,38 milhões no ano passado, com destaque para a fibra ótica, cujos acessos cresceram 30,4%, correspondendo a mais 254 mil acessos.
Lisboa, 06 abr (Lusa) – O número de acessos à Internet em banda larga fixa aumentou 7,4%, para 3,38 milhões no ano passado, com destaque para a fibra ótica, cujos acessos cresceram 30,4%, correspondendo a mais 254 mil acessos.
Segundo um comunicado da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), o modem cabo continua ainda assim a ser a principal forma de acesso à Internet em local fixo, com 33,1%, tendo sido a segunda tecnologia que mais cresceu em 2016 (o número de acessos aumentou 5,4%).
Em terceiro lugar surge o LTE (acesso fixo que utiliza tecnologia móvel 4G), com mais 46 mil acessos do que em 2015, representando no final do ano cerca de 7,4% do total de acessos.
Já o número de acessos através de ADSL agravou a queda verificada ao longo de 2016, recuando 12%.
A MEO continuou a liderar quotas de mercado em termos de acesso à internet de banda larga fixa, com 40,9% (44% no ano anterior), seguindo-se a NOS, com 37,4% (36,4% em 2015).
A Vodafone foi a entidade cuja quota mais cresceu em 2016, para 17,3% (2,5 pontos percentuais), e o Grupo Apax (NOWO e ONI) atingiu os 4,2% (4,4% em 2015).
Já na banda larga móvel, a MEO tem uma quota de clientes de 39,4% (43,9% em 2015), seguindo-se a NOS, que subiu a sua quota de 28,4% para 30,9%, e depois a Vodafone, cuja quota subiu de 27,4% em 2015 para 28,9% em 2016. O grupo APAX tem 0,6%.
O número de utilizadores efetivos do serviço de acesso à Internet em banda larga móvel atingiu 6,5 milhões, mais 17,3% do que em 2015, aumentando acima da média dos últimos quatro anos (16,9%), diz a Anacom, sublinhando que, “embora o número de utilizadores através de ‘tablet/PC’ tenha diminuído, o crescimento de utilizadores de ‘smartphones’ e de Internet no telemóvel mais do que compensou essa queda”.
No final de 2016, cerca de 99,8% dos clientes do serviço de acesso à Internet em banda larga fixa tinham adquirido o serviço no âmbito de um pacote de serviços, mais 3,6 pontos percentuais do que no final de 2015.
O tráfego médio mensal por acesso de banda larga continuou a subir no ano passado, 31,6% no caso da banda larga móvel e 13,8% na banda larga fixa, para 1,64 gigabits e 61,3 gigabits, respetivamente, em ambos os casos, os valores mais altos de sempre.
No final de 2016, 43% dos subscritores do serviço de banda larga fixa tinham acessos com velocidades de ‘download’ (transferir arquivos de um servidor remoto para um computador) teóricas acima dos 100 Mbps (megabits por segundo).
O total de receitas provenientes do serviço de acesso à internet, ‘stand-alone’ (um serviço) e de pacotes ‘multiple play’ (com vários serviços) que incluem este serviço, totalizou 1,69 mil milhões de euros em 2016, mais 12% do que no ano anterior, devido ao aumento das receitas dos pacotes de serviços 3P (trê serviços), 4P (quatro serviços) e 5P (cinco serviços), que representavam 89,8% do total de receitas.
As receitas do serviço de acesso à banda larga móvel atingiram 347 milhões de euros em 2016, mais 13,4% do que em 2015.
Quanto à taxa de penetração da banda larga fixa em Portugal, situava-se nos 32,6 acessos por 100 habitantes no final de 2016, tendo subido 2,3 pontos percentuais face a 2015. A taxa de penetração dos clientes residenciais de banda larga fixa era de 47 clientes por 100 alojamentos e 68,3 clientes por 100 famílias clássicas.
No caso da banda larga móvel, a penetração aumentou 9,2 pontos percentuais face a 2015, atingindo 62,6 utilizadores por 100 habitantes.
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By Impala News / Lusa