Governo guineense pede “seriedade” a funcionários públicos envolvidos na campanha do caju

O ministro do Comércio guineense, Victor Mandinga, pediu “patriotismo” e “seriedade” aos funcionários do Guichet Único, balcão para pagamentos fiscais, aduaneiros e resolução de assuntos burocráticos relacionados com a comercialização da castanha de caju.

Governo guineense pede

Bissau, 09 mai (Lusa) – O ministro do Comércio guineense, Victor Mandinga, pediu hoje “patriotismo” e “seriedade” aos funcionários do Guichet Único, balcão para pagamentos fiscais, aduaneiros e resolução de assuntos burocráticos relacionados com a comercialização da castanha de caju.


“Contamos com o bom trabalho e com a competência da equipa do Guichet Único. Contamos com a vossa seriedade e patriotismo, porque a perda de receita significa menos hospitais, menos luz, menos escolas e menos capacidade para pagar salários”, afirmou o ministro na sessão de apresentação daquele balcão.


Sublinhando que a campanha de caju é uma das principais fontes de receita do Estado da Guiné-Bissau, Victor Mandinga recordou que entre 2014 e 2015, mesmo com controlo montado, saíram do país 20 mil toneladas de caju, sem qualquer pagamento ao Estado.


“O que equivale a 1.200 contentores de caju”, disse.


O ministro afirmou que a situação melhorou em 2016, mas pediu para 2017 “tolerância zero”.


“Não pode, em 2017, nenhum contentor, nem um saco a granel, sair sem que o exportador pague todos os direitos aduaneiros, fiscais e portuários”, afirmou.


Para melhorar o controlo fiscal e aduaneiro, o Ministério do Comércio destacou há mais de duas semanas 156 fiscais fixos em todos os principais pontos das fronteiras.


Os fiscais estão a ser apoiados pela Guarda Nacional, onde está incluída a Brigada de Ação Fiscal, para “melhorar a apreensão do movimento de caju da Guiné-Bissau em direção ao Senegal”.


Segundo dados do Governo, entre 20 e 40 mil toneladas de caju guineense atravessam ilegalmente as fronteiras.



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By Impala News / Lusa

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