Ainda não estão reunidas condições para reabrir embaixada em Tripoli — MNE

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse, em Bruxelas, que o Governo tenciona reabrir a embaixada de Portugal na Líbia, mas considera que ainda não estão reunidas as condições de segurança, pelo que ainda não há uma data prevista.

Ainda não estão reunidas condições para reabrir embaixada em Tripoli -- MNE

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Bruxelas, 06 fev (Lusa) — O ministro dos Negócios Estrangeiros disse hoje em Bruxelas que o Governo tenciona reabrir a embaixada de Portugal na Líbia, mas considera que ainda não estão reunidas as condições de segurança, pelo que ainda não há uma data prevista.


Depois de, no domingo, o enviado especial das Nações Unidas para a Líbia, Martin Bobler, ter anunciado que a ONU vai regressar “muito em breve” a Trípoli e de ter pedido aos países europeus para fazer o mesmo e reabrirem as embaixadas nesta capital, Augusto Santos Silva indicou hoje que, efetivamente, “o Governo português tem a intenção de reabrir a sua embaixada na Líbia logo que as condições o permitirem”, o que considera não ser ainda o caso.


“Ainda não estão reunidas as condições de segurança e, portanto, a reabertura ainda não tem uma data prevista”, declarou, numa conferência de imprensa após uma reunião dos chefes de diplomacia da UE.


Santos Silva lembrou que neste momento é o “embaixador em Tunes que ao mesmo tempo representa Portugal junto das autoridades líbias” e sublinhou os contributos de Portugal para o processo de estabilização na Líbia, levados a cabo no âmbito da União Europeia.


“O nosso esforço principal no que diz respeito à estabilização da situação na Líbia tem sido a nossa participação, no quadro da União Europeia, nos esforços para formar a guarda-costeira líbia e, também no quadro da UE, a nossa participação na operação Sophia, a qual apoiamos financeiramente e através de meios militares. Em 2017 empenharemos um submarino e um avião nessa operação”, apontou.


Numa entrevista concedida no domingo à agência EFE na capital da Tunísia, o enviado especial da ONU considerou que a reabertura das representações diplomáticas dos países europeus seria um gesto para as pessoas que sofrem e um sinal que contribuiria para incentivar o processo de paz e reconstrução.


No entanto, o diplomata alemão admitiu que existem problemas de segurança no país, onde não há uma autoridade policial unificada e a lei é imposta por milícias que controlam os seus distritos.


Reconhecendo também que há graves problemas de abastecimento, principalmente de eletricidade (em algumas áreas os cortes ultrapassam as 18 horas), água e outros serviços básicos, insistiu todavia que a situação melhorou nos últimos meses.



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By Impala News / Lusa

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