Almada Carrinha estava estacionada no infantário errado! Eis tudo o que a avó da bebé revelou

Caso da criança de ano e meio, que morreu esquecida numa viatura escolar, ganha novos contornos.

Almada Carrinha estava estacionada no infantário errado! Eis tudo o que a avó da bebé revelou

O caso deixou Portugal em choque: uma bebé de um ano e meio morreu, na quinta-feira, 23 de julho, depois de ter sido esquecida dentro de uma viatura escolar, durante várias horas, em Almada.

A criança foi encontrada por uma pessoa ligada à creche, que estava a passar junto da carrinha, e o alerta foi dado por volta das 15h55. Os meios de socorro tentaram reanimar a menina, mas esta não resistiu.

“A dela era no Pragal, não era aqui”

No entanto, o caso ganhou novos contornos quando a avó da bebé falou com a CMTV e revelou que a viatura estava estacionada numa instituição diferente daquela que a criança frequentava.

“Há um ano que é entregue, às 8h e 20 e qualquer coisa, temos o registo de entrada da menina na carrinha, porque só é possível dar o registo com o código da pessoa que a recebe na carrinha. Não sabemos porque é que a carrinha está aqui, porque é que a minha neta não foi levada para o infantário, que não é este aqui“, começou por explicar.

“Tem várias instalações, esta não é a instalação que a minha neta tem que estar. Não sabemos, nem ninguém ainda falou connosco, porque é que a minha neta foi deixada numa carrinha, nesta instituição, que não é [a dela]. A dela era no Pragal, não era aqui“, afirmou.

“Mataram uma bebé de 18 meses”

Segundo a avó, a bebé foi levada à viatura pela mãe. “Como durante mais de um ano – ela tinha um ano e meio – foi entregue, todos os dias, à mesma hora. E sempre que não é entregue, há registo, e há registo da hora em que ela entrou e não era possível dar o registo sem o código da pessoa que tem a carrinha. Portanto, a pessoa que tem a carrinha, matou a minha neta“, apontou.

“A minha filha vinha buscar a filha e ninguém sabia dela. Foi só aí que disseram… Que disseram não, vieram a correr para aqui, perceber, e tiveram de partir um vidro para entrar e para tirar a minha neta. E é esta a instituição, onde estão entregues não sei quantas crianças. Eu só quero é que os pais, que têm crianças nesta instituição, saibam que mataram uma bebé de 18 meses“, acrescentou.

Texto: Luís Sigorro; Fotos: Unsplash

Notícia www.novagente.pt

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