Casados à Primeira Vista- Afinal, houve intimidade entre Sónia Silva e João Torres? “É clara…”

Sónia Silva esclarece os rumores sobre o casamento que não resultou com João Torres e revela quem foram os seus maiores apoios no programa da SIC.

TV 7 Dias – Que balanço faz da experiência de Casados à Primeira Vista?
Sónia Silva – O balanço é positivo, sinceramente. Gostava de ter aprendido muito mais coisas do que aprendi, porque queria ter tido temas para levar ao sofá que acabaram por não surgir. A relação com o meu companheiro não me permitiu explorar assuntos que eram importantes para mim ao nível de uma relação. Apesar de não termos chegado ao fim apaixonados, para mim, a experiência foi muito positiva. Sinto que me pus novamente à prova. Gosto de sair da minha zona de conforto e foi exatamente isso que fiz.

O que a levou a concorrer precisamente nesta altura?
Em primeiro lugar, percebi que não ia perder nada na minha vida profissional. Trabalhava como freelancer há quase dez anos e sentia que precisava de novos desafios. A minha vida pessoal também não avançava. Cheguei ao final de 2025 e, quando olhei para trás, senti que não tinha feito nada de novo, para além de viajar. Não havia um trabalho novo, não havia um casamento, não havia nenhuma grande mudança. Além disso, vão fazer dez anos desde a morte da minha mãe e isso começou a pesar muito. Passei 45 anos sempre a colocar a minha vida pessoal em segundo plano, porque adorava o jornalismo e dedicava-lhe praticamente todo o meu tempo. Ou encontrava alguém do meu meio ou era muito difícil conhecer alguém. Achei que aquele era o momento certo para fazer alguma coisa por mim. Sentia que tinha de ser este ano. Lamento que não tenha resultado.

Sentiu que o João não deu abertura para que a relação pudesse evoluir?
Sinto que nunca consegui conhecer verdadeiramente o João. Não sei exatamente porquê. Talvez ele não estivesse preparado para se apaixonar ou talvez simplesmente tivesse um ritmo diferente do meu. Logo na lua de mel começaram a surgir pequenos conflitos.

A lua de mel foi o período mais complicado?
Foi, sem dúvida. Acho que se perguntarem ao João ele dirá a mesma coisa. Há muita gente que pensa que quem entra no programa vai de férias, mas eu já tinha estado em Salvador três vezes e esta foi, de longe, a experiência de que menos gostei. Estávamos num resort a cerca de duas horas do centro de Salvador. Todos os dias acordávamos às 5h45, fazíamos duas horas de viagem, gravávamos o dia inteiro, voltávamos ao resort apenas para jantar e dormir, e no dia seguinte repetia-se tudo outra vez. Não houve descanso nem tempo para nos conhecermos verdadeiramente. Além disso, sendo um programa de televisão, estamos sempre acompanhados por uma equipa. Nunca estamos completamente naturais.

Quando o viu no altar, qual foi a sua primeira impressão?
A primeira coisa que pensei foi: “Estou safa. Não é feio.” Tinha pedido aos especialistas uma pessoa com cabelo, porque gosto de homens com cabelo, um ar jovial, um olhar bonito e um sorriso aberto. Fisicamente, ele correspondia praticamente a tudo aquilo que eu tinha pedido. A única coisa que senti foi que lhe faltava um sorriso mais caloroso. Mas, à primeira vista, gostei. Pensei: “Fixe, não está mal.”

E em termos de personalidade, era aquilo que tinha pedido?
Aí já tenho mais dificuldade em responder, porque sinto que nunca cheguei realmente a conhecê-lo. Eu tinha feito praticamente uma lista de compras aos especialistas. Pedi uma pessoa com muito sentido de humor e acredito que ele tenha esse lado. O problema é que eu nunca consegui descobrir esse lado nele. Aquilo que consegui perceber foi que é uma pessoa muito educada, um pai extremamente presente, muito ligado à família e bastante responsável. Essas características eram importantes para mim.

Entrou no programa com o objetivo de construir uma família?
Entrei para encontrar um grande amor. Quanto à família, tendo 45 anos e não querendo ser mãe, a ideia era construir uma família a dois e integrar as famílias que cada um já tinha. Queria muito apaixonar-me.

Nunca tiveram qualquer intimidade?
Acho que para quem viu o programa a resposta é clara, mas eu prefiro não falar sobre isso. Acredito que a intimidade fica reservada a cada um.

No final, o João acusou-a de ter traído a confiança dele. Ao que se referia?
Nunca percebi e foi essa a parte que mais me marcou. A discussão foi muito maior do que aquilo que o público viu. Ele disse uma série de coisas que, para mim, eram apenas a opinião dele. Acusou-me de ser uma pessoa depressiva. Disse até que eu era uma pessoa “perigosa”. Isso não me magoou, porque sei que é mentira. O que realmente me incomodou foi o facto de ele levantar suspeitas relacionadas com a minha reputação profissional. Toda a gente sabia que eu era jornalista e aquilo podia ser interpretado como verdadeiro. Eu tinha uma cláusula contratual que podia ficar em causa e isso preocupou-me muito. Ele lançou essa acusação e nunca mais voltámos a falar sobre o assunto.

A cerimónia do casamento correspondeu à sua expectativa?
Sim, mas tinham-me dito que podia levar mais pessoas e depois tive que desconvidar. Só podiam ir 13 e tinha convidado umas 20. Tinha o sonho de me casar de branco e isso aconteceu. E que o meu pai me levasse ao altar. Fiquei bastante triste porque nós tínhamos decidido que era ele que me ia levar e entregar. Depois isso não aconteceu e ele também ficou bastante sentido.

Qual a razão?
Acho que o espaço era bastante reduzido para entrarmos os dois, não sei. Mas também ninguém nos deu uma justificação plausível. Fiquei bastante triste e ele também. O sonho era, de facto, casar de branco. Não precisava de ser numa igreja e tê-lo a levar-me ao altar. Ele já tem 82 anos, não sei se vamos voltar a ter essa oportunidade.

A ausência da sua mãe foi o momento mais doloroso?
Foi, claro, e a medalhinha que as minhas madrinhas me deram emocionou-me muito. Apesar de a cerimónia ser quase uma brincadeira, porque não havia sentimento nenhum, naquele momento em que elas me deram a medalha tornou-se tudo muito real.

Gostava de ter feito match com outro concorrente?
Acho que podia ter feito match com qualquer um e teria funcionado melhor, por causa da comunicação. Até com o Carlos, por exemplo, porque com ele eu conseguia comunicar. Com o João não conseguia e tinha muitas dificuldades.

Com quem se identificava mais?
Gosto muito do Ruizinho, mas nunca aconteceu nada. Fala-se muito, mas não aconteceu nada. Gosto muito dele porque é uma pessoa cuidadora e super divertida. Foi basicamente o meu apoio na semana em que o João foi embora e eu fiquei sozinha no apartamento. Nós fumávamos juntos porque éramos os únicos fumadores. Também me identifico muito com o Vítor.

Aos 45 anos, estando solteira, que características procura num homem?
Acima de tudo, sentido de humor. Quero sentir que posso dizer disparates sem ser julgada. Procuro um homem que não me julgue. Quero uma pessoa respeitadora, que me apoie, que me ouça, que me trate bem e que esteja disponível. Quero sentir que sou a escolhida e não um prémio de consolação.

Também se falou muito da proximidade entre o João e a Elisabete. Isso incomodou-a?
Não me incomoda que eles possam estar juntos ou que venham a estar. Fico muito feliz se se apaixonarem. O que me incomodava era sentir que podia estar no meio de duas pessoas que eventualmente se quisessem conhecer.

Sentiu que estava num triângulo amoroso?
Não era um triângulo amoroso, porque nunca existiu nada. O que me incomodava era sentir que podia estar a mais entre ele e a Elisabete. Eu sentia-me um estorvo.

Neste momento, como está a vossa relação?
Continuamos casados no papel. Estamos à espera dos papéis do divórcio. Não falamos. Cumprimentamo-nos quando nos vemos e temos uma relação cordial.

Depois do divórcio ficará uma amizade?
Não me parece. Partilhámos uma experiência que não terminou de uma forma bonita e isso faz toda a diferença. Tenho pena da forma como acabou.

Qual foi o melhor momento da experiência?
O casamento. Foi um dia muito bonito. Concretizei o meu sonho de menina e honrei a minha mãe,

E o pior?
A última gala. O clima ficou muito tenso e a discussão foi feia.

O que a magoou mais nessa discussão?
As coisas que foram ditas e que eu não senti que fossem verdade. Eu só lhe queria pedir desculpa e explicar que ele me tinha entendido mal. Também me magoou o facto de, depois de todo este tempo e de tudo ter ido para o ar, nunca ter existido um pedido de desculpas relativamente a coisas que não eram verdade. A Verónica provocou a situação quando perguntou se eu me tinha sentido “a outra”. Eu nunca disse isso. Disse apenas que não queria continuar porque isso significaria tornar-me outra pessoa, diferente daquilo que sou.

No programa também falou do burnout e da depressão que teve…
Hoje em dia é muito comum e as pessoas não têm de ter vergonha. A depressão surgiu depois da morte da minha mãe e não havia forma de esconder. Não saía da cama e não tinha força para me levantar. O burnout veio como consequência da depressão. Fiz terapia três anos.

Saiu da Benfica TV para entrar na experiência da SIC. Arrependeu-se?
Não. Gostava muito do trabalho que fazia e era muito feliz, mas não me arrependo de ter dado este passo. Prefiro arrepender-me daquilo que faço do que daquilo que não faço. Não foi o foco abrir-me portas no campo profissional, mas claro que uma pessoa tem esperança de que, ao ser vista por mais pessoas, possa surgir alguma oportunidade. Mas acabei por ficar desempregada e sem marido.

Texto: Neuza Silva (neuza.silva@impala.pt); 
Fotos: Divulgação SIC e Helena Morais; 
Maquilhagem: Ana Coelho by All about Makeup; Agradecimentos: Fábrica da Pólvora

Notícia www.tv7dias.pt

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