Inês Herédia- Mãe a solo de gémeos, ‘abre o jogo’ sobre atual relação com Gabriela Sobral: “Eu ainda não…”
Está Separada de Gabriela Sobral há dois anos, mas mantêm a amizade. A logística mudou e a atriz diz que está tudo bem. “Uma mulher lésbica vê a coisa de maneira diferente.”
Inês Heredia é mãe solteira dos gémeos Luís e Tomás, de sete anos, e conta à TV 7 Dias como foi gerir a vida familiar com as intensas gravações de A Madrasta, que se estreou na TVI no passado dia 22 de junho. “Em A Protegida já estava separada, vocês é que não sabiam”, confessa a atriz, desmistificando a ideia de que este seria o seu primeiro projeto após a rutura com Gabriela Sobral. A gestão da rotina com os filhos tem sido pautada pela amizade e organização entre ambas. “Nós estamos completamente na vida uma da outra, somos muito amigas. Mesmo a Gabi vai lá a casa, eu vou à dela. Nas minhas semanas sou eu a ir buscar [N.R.: à escola]. Nas semanas da Gabi, é a Gabi”, conta. Apesar da organização, Inês admite que a ausência dos filhos na semana em que estão com Gabriela Sobral “vai ser estranho para sempre”. “Eu sei que as as mães são todas diferentes para mim. Eu ainda não cheguei à aquela fase ‘ai que bom lá vão eles para a outra semana’. Não, eu sou doida para eles. Está claro que eu gosto de ter uma noite aqui, uma noite ali, mas já tinha, portanto. Eu acho que se calhar uma mulher lésbica vê a coisa de maneira diferente. Foi preciso tanto para os ter que eu nunca olhei para eles como peso”, assegura.
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No que toca à educação, a atriz não esconde o seu lado mais rigoroso. “Eu sou sargenta. Gabi é muito mais tranquila do que eu. Às oito da noite já estão na cama”, afirma, entre risos.
A nível profissional, Inês Heredia terminou recentemente as gravações de A Madrasta, onde dá vida a Raquel. Apesar de ser uma novela mais curta, de apenas 100 episódios, o ritmo foi intenso. “Gravámos mais por dia, mas conseguimos entregar a novela antes do tempo”, revela a atriz. No elenco, destaca a união “viciante” entre todos e o prazer de contracenar com Inês Castel-Branco: “É muito bom ter uma protagonista como a Inês para odiar”.
A sua personagem é descrita pela atriz como “muito, muito, muito má”, mas também como o melhor papel que já fez em televisão por ser “muito completa”. “É uma maldade muito entranhada, mas que está muito bem escrita e justificada”, explica, referindo que o seu trabalho passou por encontrar empatia para não julgar as ações da personagem.
Inês Herédia está agora de férias e assume que está numa boa fase da vida. “Estou livre enquanto mulher. Estou presente. Às vezes é difícil estarmos presentes, ou estamos numa história do passado ou estamos no que queremos que aconteça. Aqui eu tive completamente a viver o que estava a acontecer”, afirma. Sobre o amor, é perentória. “Já foi há dois anos a separação. Estou ótima, estou perfeita, já fui, já voltei, já fiz, já aconteci”, conta, garantindo que não esconde se tiver alguém.
Texto: Ana Lúcia Sousa (ana.lucia.sousa@worldimpalanet.com); Fotos: Tito Calado e Divulgação TVI