Sismo Venezuela: 79 portugueses e lusodescendentes mortos, 14 crianças, e 64 desaparecidos

O número de portugueses e lusodescendentes mortos nos sismos da Venezuela subiu para 79, entre os quais 14 crianças. Há ainda 64 desaparecidos. O balanço total de vítimas mortais no país chegou aos 2.295, com a Venezuela a decretar sete dias de luto nacional.

Sismo Venezuela: 79 portugueses e lusodescendentes mortos, 14 crianças, e 64 desaparecidos

O Ministério dos Negócios Estrangeiros divulgou hoje o mais recente balanço das vítimas portuguesas e lusodescendentes nos sismos da Venezuela: 79 mortos, entre os quais 14 crianças e 65 adultos. Dos 79 mortos, 69 tinham também nacionalidade venezuelana. O número de desaparecidos ou incontactáveis desceu para 64, face aos 89 do balanço anterior.

O anterior registo dava conta de 75 vítimas mortais da comunidade portuguesa e lusodescendente. O agravamento acompanha a atualização do balanço geral venezuelano, que subiu para 2.295 mortos e 11.267 feridos, segundo o presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez. O número anterior era de 1.943 mortos e 10.571 feridos. A presidente interina Delcy Rodríguez decretou sete dias de luto nacional.

Um resgate que dá esperança

No meio das notícias difíceis, os operacionais portugueses resgataram um homem com vida na Venezuela, uma das primeiras operações bem-sucedidas da missão portuguesa no terreno, que conta com 64 elementos em Catia la Mar, em La Guaira.

Dois aviões da Força Aérea prontos para partir

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, anunciou que dois aviões da Força Aérea portuguesa estão prontos para partir com ajuda adicional à Venezuela e deverão arrancar até terça-feira. No regresso, os aviões poderão trazer pessoas, o que representa uma possibilidade de repatriamento de mais cidadãos além dos 19 que já regressaram a Portugal na semana passada.

A Venezuela acolhe cerca de 1,2 milhões de portugueses e lusodescendentes, maioritariamente oriundos da Madeira. Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5, ocorridos a 24 de junho, foram seguidos por centenas de réplicas. Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados em Caracas e em La Guaira, a zona mais afetada.

Luís Martins; WiN
Imagem Lusa

Adicione a Impala como fonte preferida google share