Big Brother Verão Raquel foi expulsa de casa pela mãe após assumir namoro com mulher… que lhe batia
Numa partilha chocante, a jovem natural de Faro confessou ter sido colocada na rua pela própria mãe assim que assumiu o seu primeiro namoro homossexual, uma relação que rapidamente se transformou num inferno
Raquel abriu o coração na “Curva da Vida” e revelou um passado pautado por enorme sofrimento e violência doméstica. Numa partilha sem filtros, a concorrente nascida em Faro relembrou a dor de ter sido expulsa de casa pela própria mãe ao assumir uma relação homossexual e detalhou o inferno que viveu em dois relacionamentos altamente tóxicos que quase a destruíram.
Rejeitada pela mãe e o terror do primeiro namoro gay
A infância de Raquel ficou marcada pela instabilidade e pelas constantes discussões dos pais nos Estados Unidos, país onde viveu até aos cinco anos. De regresso a Portugal, enfrentou a frieza familiar, encontrando no avô o seu único porto de abrigo. Contudo, quando se apaixonou por uma mulher, areação da progenitora não podia ter sido mais drástica: “Quando comecei a namorar com ela, a minha mãe expulsou-me de casa.”
Longe do teto familiar, Raquel viu-se presa numa relação que rapidamente se transformou num cenário de violência e manipulação psicológica que durou cerca de três anos: “Foi um relacionammento horrível. Chegou a bater-me. Apertava-me o pescoço. Fazia jogos psicológicos. E sempre que eu tentava terminar, ela manipulava a situação. E chorava. Falava-me de voltar para ela. E eu voltava e fiquei nesse limbo ainda durante uns… Acho que foi três anos.”
“Terminei a relação quando ela bateu no meu irmão. E para mim foi o ponto final. Porque, embora a minha falta de amor próprio, nunca tive falta de amor pela minha família”, explicou ainda.
O segundo pesadelo
Em 2020, a concorrente do reality show da TVI acreditou ter reencontrado a estabilidade amorosa, mas acabou por mergulhar num novo relacionamento destrutivo. Mesmo ciente do passado negro do novo companheiro, Raquel insistiu em tentar mudá-lo: “Percebi de imediato que ele era uma pessoa problemática. Que tinha alguns problemas com a justiça. E antecedentes de violência doméstica. E eu achava que o ia salvar. As coisas começaram a escalar. Muitas vezes. Ele pode ter movido o carro e tudo. E eu continuei lá. À espera que o surto passasse.”
Abalada por traições que preferia ignorar, a rutura acabou por surgir por iniciativa do próprio namorado. Pouco tempo depois, Raquel viveu um breve envolvimento com um amigo do ex-companheiro, do qual resultou uma gravidez inesperada que terminou de forma trágica: “O meu aborto foi espontâneo. Foi a pior dor da minha vida.”
Texto: Tiago Miguel Simões; Fotos: DR