Kiko Is Hot É um verdadeiro fenómeno nas redes sociais: “O que tenho vivido está a ser um sonho”

O influenciador digital vai atuar no Sol da Caparica enquanto DJ, acaba de lançar um livro sobre a sua história e é uma voz ativa em assuntos relacionados com a igualdade e a justiça social. No meio de tanto sucesso, não se esquece de levar a vida de forma “leve” e de continuar a ser “parvo e divertido”.

Kiko Is Hot É um verdadeiro fenómeno nas redes sociais:

Vai atuar como DJ no festival Sol da Caparica. Foi uma honra ter recebido o convite?

Sem dúvida que sim. Neste momento da minha carreira como DJ, eu acho que estar num festival a tocar, simplesmente, já é uma coisa incrível. Agora, ser no Sol da Caparica ainda é mais, porque é já aqui ao lado e eu passo aqui muitos verões, então parece, de certa forma, que estou em casa ao mesmo tempo que estou a tocar. Portanto, é muito giro e foi uma honra o convite.

O André Sardet, produtor do festival, referiu que quis trazer pessoas do digital ligadas à música para o palco, adaptando-se assim aos interesses do público. Como viu esta aposta?

Eu acho que isso é muito interessante e acho que cada vez é mais atual. Ou seja, acho importante olhar-se para o panorama musical e perceber que já não são só as bandas que merecem palco, também são os DJs, por exemplo… Eu acho que este palco, o Palco de Sagres, nesse sentido, tem feito um trabalho de curadoria muito bom. Acho que era inevitável percebermos que há pessoas que querem também ver DJs e não só bandas que vão atuar. Estou muito feliz.

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Há muita discussão sobre o tipo de influência que os criadores de conteúdos têm nos seguidores e o Kiko tem-se destacado por ser uma voz ativa em prol da igualdade, da empatia, da justiça. Esta visibilidade trouxe-lhe uma maior responsabilidade?

Sim, mas ao mesmo tempo é uma responsabilidade que eu aceitei. Não é uma coisa que eu sinto que me foi incutida. Eu falo muitas vezes sobre isso, porque nunca senti que era uma escolha para mim não ser assim. Ao longo da minha vida toda, eu tive de ser político, portanto não há outra hipótese.

Mas às vezes não lhe apetece partilhar apenas parvoíces na internet e deixar os assuntos sérios de lado?

E também o faço, há espaço para tudo. Há espaço para também ser parvo e divertido. Eu levo muito a sério o meu humor, a minha gargalhada e os meus vídeos parvos. No fundo, eu levo muito a sério levar a vida desta forma leve. Mas depois, de vez em quando, também é preciso falar a sério.

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Uma das principais características do Kiko na internet é o facto de falar abertamente sobre tudo, sem filtros. Acha que esta crescente projeção que tem tido pode fazer com que se retraia, com medo de ser cancelado, devido às suas opiniões?

Não. Lá está, eu não sou um ser perfeito, portanto não tenho medo que me possam apontar o dedo. Se me apontarem o dedo por alguma coisa que eu tenha feito ou dito e se eu vir algum fundo de verdade naquilo, estou sempre disposto a aprender, portanto não tenho medo nenhum. O cancelamento muitas vezes é confundido com responsabilização, que são coisas diferentes. Eu não estou num pedestal, nem espero que toda a gente se dobre perante mim, que me preste vassalagem. Eu tento não ter esse orgulho, portanto, acho que vou meter o pé na poça e dizer coisas que, se calhar, não devia. Espero aprender e reconhecer isso.

 

Leia a entrevista na íntegra na NOVA GENTE desta semana. Já nas bancas!

Texto: Vânia Nunes; Fotos: Zito Colaço/Redes sociais

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