Hamas acusa Israel de aumentar demolição de infraestruturas na Cisjordânia

O movimento islamita palestiniano Hamas acusou hoje Israel de aumentar a destruição de infraestruturas na Cisjordânia, referindo avisos de demolição de “dezenas de instalações comerciais e residenciais” na cidade de Hebron.

Hamas acusa Israel de aumentar demolição de infraestruturas na Cisjordânia

Tais operações “por parte do ocupante criminoso” constituem, sustentou, “uma guerra aberta contra a presença palestiniana onde quer que ela se encontre”, cujo objetivo é “deslocar a população da sua terra”.

O grupo palestiniano, desde 2007 no poder na Faixa de Gaza, afirmou que estas operações “não terão êxito”, devido à “perseverança, resistência e firmeza da população na defesa dos seus direitos”, insistindo em simultâneo na necessidade de “escolher a resistência como caminho para escapar à ocupação”.

Segundo o Hamas, estas atividades de Israel “constituem uma violação flagrante de todas as normas e leis internacionais” e “uma continuação da judaização sistemática e da limpeza étnica dos palestinianos”, noticiou o diário Filastin.

“Trata-se de uma extensão da guerra de extermínio e de deslocação na Faixa de Gaza e em Jerusalém ocupada”, defendeu o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), apelando à comunidade internacional “para que tome medidas imediatas para travar as demolições na Cisjordânia e em Jerusalém e para pressionar o Governo ocupante a cessar os seus crimes diários contra o povo palestiniano”.

Já na segunda-feira, o grupo tinha advertido contra a expansão dos colonatos israelitas na Cisjordânia e criticado “o silêncio e inação” da comunidade internacional perante tais ações das autoridades israelitas, contrárias ao Direito Internacional.

“Alertamos para o perigo da crescente expansão dos colonatos na Cisjordânia ocupada, cuja manifestação mais recente foi a emissão de ordens e notificações para confiscar milhares de ‘dunams’ — um ‘dunam’ equivale a 1.000 metros quadrados — de terras civis nas províncias de Tubas e Jenin, como parte de um plano de anexação e deslocação que visa as nossas terras e o nosso povo”, afirmou.

“Estas medidas, destinadas a apoderar-se das terras do nosso povo sob débeis pretextos militares e de segurança, representam uma violação flagrante do Direito Internacional e um ataque ao direito histórico e inalienável do nosso povo à sua terra, um direito ao qual o nosso povo não renunciará, independentemente dos sacrifícios”, concluiu.

O Direito Internacional considera ilegais todos os colonatos nos Territórios Palestinianos Ocupados, embora o Governo israelita faça uma distinção entre aqueles cuja construção autorizou e os que não autorizou, sendo estes os únicos que considera contrários à lei, apesar das críticas internacionais e dos pronunciamentos do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) a esse respeito.

ANC // JH

By Impala News / Lusa

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