Trabalhadores da Estoril-Sol aprovam “formas de luta mais duras” por aumentos salariais

Os trabalhadores da Estoril Sol decidiram hoje em plenário “avançar com formas de luta mais duras” se até 22 de junho a administração da empresa não avançar com propostas concretas de aumentos salariais, disse à agência Lusa fonte sindical.

Trabalhadores da Estoril-Sol aprovam

“Se até 22 de junho este processo não estiver já clarificado – com a existência de reuniões e uma posição da empresa face aos aumentos salariais e de outras cláusulas pecuniárias – os trabalhadores mandataram as organizações representativas para avançarem com formas de luta mais duras, mais incisivas”, afirmou Luís Baptista, do Sindicato de Hotelaria Sul.

A Lusa tentou obter um comentário da administração da Estoril Sol, que não respondeu até ao momento.

Perto de uma centena de trabalhadores da Estoril Sol (III) — Turismo, Animação e Jogo, que detém a concessão do Casino Estoril e do Casino de Lisboa, estiveram, segundo o sindicato, reunidos hoje em plenário entre as 11:15 e as 14:00 para exigir aumentos salariais imediatos e uma reunião urgente com a Comissão Executiva da empresa, que acusam de falta de diálogo e incompetência.

Segundo Luís Baptista, se o posicionamento da administração se mantiver, as novas formas de luta “podem passar pela organização de plenários em horas mais críticas de funcionamento [dos casinos], tendo em conta o número de jogadores e de clientes” e, “numa fase seguinte, não está excluída a marcação de uma greve na Estoril Sol, em julho”.

Em causa está o “profundo descontentamento” face à postura da Comissão Executiva da empresa, que dizem ser “marcada pela ausência de diálogo, pelo adiamento sucessivo de reuniões com as Organizações Representativas dos Trabalhadores (ORT) e pela falta de resposta às legítimas reivindicações dos trabalhadores, nomeadamente no que respeita ao aumento dos salários e das cláusulas de expressão pecuniária”.

As ORT denunciam ainda a “ausência total” da Comissão Executiva “na gestão diária da empresa”, assim como a inexistência de qualquer estratégia para o presente e para o futuro da Estoril Sol (III)” e a “incapacidade de assegurar o cumprimento das mais elementares obrigações legais”.

A prová-lo, apontam o incumprimento do prazo legal para a divulgação dos resultados anuais referentes ao exercício de 2025 e a não apresentação do orçamento para 2026.

“A incapacidade demonstrada pela administração para cumprir as suas obrigações legais ou as opções de gestão que decide seguir a cada momento não podem servir de desculpa para continuar a recusar a valorização dos rendimentos mensais dos trabalhadores”, sustenta o sindicato.

Os trabalhadores da Estoril Sol exigem um aumento salarial nominal de 56,38 euros para todos os trabalhadores, a subida do subsídio de alimentação em um euro por dia e a atualização de 5% dos subsídios de turno, prémio de línguas e abono para falhas.

Adicionalmente, reclamam a atribuição de 25 dias de férias a todos os trabalhadores, não dependentes da assiduidade, e a abertura imediata de um “verdadeiro processo negocial” dos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho em vigor na empresa.

Na sequência do plenário/concentração de hoje, foi entregue à Estoril Sol um abaixo-assinado “subscrito por centenas de trabalhadores com a exigência de aumentos salariais e respeito pelas ORT”.

Segundo Luís Baptista, “mais uma vez não estava ninguém com responsabilidades” para receber os representantes dos trabalhadores no Casino de Lisboa, frente ao qual decorreu a concentração, tendo o documento sido entregue a “um elemento do departamento de recursos humanos da empresa”.

“Para a semana faremos também a entrega do abaixo-assinado no Casino Estoril, na esperança de que aí possa haver alguém com responsabilidades para o receber”, acrescentou.

Adicionalmente, o sindicato diz ter sido decidido pedir uma nova reunião presencial à Comissão Executiva da Estoril Sol, “para entregar os originais do baixo assinado e, finalmente, iniciar um processo de negociação reivindicativa para este ano”.

PD // EA

By Impala News / Lusa

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