Mistério no Espaço: O sinal que a Ciência não consegue explicar há 30 anos
Um novo mistério no espaço intriga os astrónomos. O objeto GPM J1839−10 emite sinais de rádio rítmicos desde 1988 e desafia as leis da astrofísica
A astronomia mundial enfrenta um novo e fascinante mistério no Espaço. Um objeto desconhecido, localizado na constelação de Scutum, emite sinais de rádio rítmicos. O fenómeno ocorre a cerca de 15 mil anos-luz da Terra.
O sinal que sobreviveu a três décadas
Este não é um evento passageiro. Após a descoberta inicial pelo radiotelescópio Murchison Widefield Array, os cientistas analisaram arquivos históricos. Para espanto de todos, o sinal já aparecia em dados de 1988.
O objeto, designado GPM J1839−10, tem enviado pulsos de rádio de forma constante há quase 40 anos. Durante décadas, este segredo permaneceu oculto nos registos astronómicos.
Por que razão este fenómeno desafia a Física?
O grande mistério no espaço reside no tempo de rotação deste corpo celeste. Ele emite uma explosão de energia rádio durante cinco minutos. Este ciclo repete-se precisamente a cada 22 minutos.
De acordo com os modelos científicos atuais, um objeto que rode tão devagar não deveria emitir rádio. Ele ultrapassou a chamada “Linha da Morte”. Esta é a fronteira teórica onde a emissão de ondas de rádio deveria cessar.
– O Objeto: Suspeita-se de um magnetar de período ultra-longo.
– A Incongruência: Os magnetares conhecidos perdem energia muito mais depressa.
– A Persistência: Manter este ritmo desde 1988 é considerado impossível pelas leis vigentes.
Uma Nova Fronteira para a Astronomia
Este achado sugere que existem objetos no cosmos que ainda não compreendemos. O GPM J1839−10 pode ser o primeiro de uma categoria inédita de estrelas. Os investigadores continuam a monitorizar este sinal vindo do coração da nossa galáxia. (Veja também outras Curiosidades)
Glossário: Decifre o Mistério no Espaço
Para melhor compreender este fenómeno, apresentamos os conceitos essenciais:
– Magnetar: Uma estrela de neutrões com campos magnéticos triliões de vezes mais fortes que o da Terra.
– Linha da Morte: O limite teórico de rotação abaixo do qual uma estrela deixa de emitir rádio.
– Estrela de Neutrões: O remanescente ultra-denso de uma estrela massiva que explodiu.
– Pulsar: Uma estrela de neutrões que emite feixes de radiação em intervalos regulares, como um farol cósmico.