Reino Unido retira pessoal diplomático de Telavive

O Governo britânico determinou a retirada de parte do pessoal diplomático em Telavive, alegando a preocupação de que a situação possa “degradar-se rapidamente” após ameaças de ataques aéreos dos Estados Unidos no Irão, informou hoje a diplomacia de Londres.

Reino Unido retira pessoal diplomático de Telavive

“Como medida de precaução, transferimos temporariamente parte da nossa equipa e as suas famílias de Telavive para outro local em Israel. A nossa embaixada continua a funcionar normalmente”, anunciou em comunicado.

Segundo as autoridades britânicas, “a situação pode deteriorar-se rapidamente e apresenta riscos significativos”.

Os cidadãos do Reino Unido são também desaconselhados a evitar viagens não essenciais a Israel e aos territórios palestinianos, bem como deslocações para “determinadas zonas específicas”.

Anteriormente, o Governo de Londres já tinha ordenado a retirada de todos os funcionários diplomáticos do Irão devido à “situação de segurança”, juntando-se a outros países que tomaram medidas semelhantes.

O anúncio britânico coincide com a chegada à costa israelita do porta-aviões norte-americano “Gerald R. Ford”, o maior do mundo, como parte do destacamento militar dos Estados Unidos no Médio Oriente para um possível ataque ao Irão.

A diplomacia britânica desaconselhou ainda os cidadãos do seu país a viajarem para o Irão em qualquer circunstância.

Os Estados Unidos, que não têm embaixada em Teerão, autorizaram hoje a saída do pessoal não essencial e respetivos familiares da representação diplomática em Israel, devido a “riscos de segurança”.

Washington reuniu o maior dispositivo militar dos Estados Unidos no Médio Oriente desde a invasão do Iraque em 2003.

Teerão e Washington mantiveram na quinta-feira, em Genebra, uma terceira ronda de conversações, da qual o Governo iraniano considerou terem resultado “bons avanços”.

Os Estados Unidos ainda não se pronunciaram sobre as conversações.

O mediador do diálogo, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr bin Hamad al-Busaidi, afirmou que foi alcançado um “progresso significativo”.

As partes agendaram um novo encontro para segunda-feira em Viena, sede da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, reconheceu que, embora as posições se tenham aproximado em vários pontos, “ainda existem diferenças”.

Washington exige o fim do enriquecimento de urânio e a limitação do alcance dos mísseis iranianos, pontos que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no programa atómico em troca do levantamento das sanções em vigor.

Israel está em alerta para uma possível retaliação do Irão, caso os Estados Unidos ataquem a República Islâmica, com a qual esteve em guerra em junho passado.

No final de 12 dias de ataques aéreos mútuos entre Israel e Irão, a aviação norte-americana bombardeou instalações ligadas ao programa nuclear iraniano.

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By Impala News / Lusa

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