Países europeus disponíveis para reforçar resposta humanitária a Moçambique

Portugal, Bélgica, Suécia e França manifestaram hoje disponibilidade para reforçar a resposta humanitária em Moçambique face às cheias de janeiro naquele país africano, com 27 mortos e mais de 720 mil afetados.

Países europeus disponíveis para reforçar resposta humanitária a Moçambique

“É isto que estamos aqui a fazer hoje, demonstrar uma vez mais o valor da solidariedade, e nunca deixaremos de apoiar Moçambique nas horas boas, mas também nas horas más, que é quando este apoio é mais necessário”, disse aos jornalistas, em Maputo, o embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, à margem da entrega oficial de ajuda humanitária de quatro países europeus, entre os quais Portugal.

O diplomata fez menção à atual situação das cheias vividas também em Portugal, mas referiu que, apesar disso, o país europeu mobilizou 21 toneladas de bens para ajudar Moçambique e estará disponível sempre que necessário.

Já a França, que doou 10 toneladas de material de emergência, considerou que o apoio desses países europeus “pode fazer diferença na vida das comunidades mais vulneráveis”, quando coordenado com as autoridades locais, garantindo mais apoio aos esforços de resposta humanitária e de resiliência em Moçambique.

 “A Cruz Vermelha Francesa está a organizar uma outra importante expedição de ajuda humanitária para Moçambique”, garantiu o embaixador da França em Moçambique, Yann Pradeau.

O apoio entregue hoje em Moçambique inclui tendas e mantas, enviadas pela Suécia, que deverão beneficiar aproximadamente 1.400 pessoas, numa ajuda que, segundo o embaixador daquele país, demonstra “uma forte solidariedade” sueca com as comunidades afetadas.

 A Bélgica considerou que a situação atual em Moçambique precisa de uma resposta “coordenada, solidária e rápida”, quando avançou com o apoio também de 10 toneladas de material humanitário.

“É um exemplo concreto de uma abordagem coordenada da equipa Europa no apoio a Moçambique na resposta a essas emergências. Então, como já foi dito, ficamos juntos e ficamos ao lado do parceiro, que é um parceiro de longa data”, declarou Paul Jansen.

 No total, são 93 toneladas de bens mobilizados por esses países membros da União Europeia (UE) e entregues às autoridades moçambicanas para ajudar as vítimas das cheias, em referência a um esforço conjunto.

Na ocasião, a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicana enalteceu o apoio que chega ao país desde o primeiro dia em que o Governo local lançou o apelo para uma ajuda face à emergência.

“Conseguimos ter a resposta, ouvimos que primeiro houve uma resposta imediata à situação que era preciso colmatar e estamos a ter continuamente estes apoios na medida em que vão sendo identificados os aspetos cruciais que vão ter que ser atendidos de acordo com as necessidades no terreno”, disse Maria Manso.

A governante acrescentou que o Governo está a movimentar-se para acompanhar os trabalhos de reconstrução do tecido social e reposição da normalidade nas comunidades afetadas, que “perderam tudo”.

No mesmo evento, o embaixador da UE em Moçambique assegurou que os 27 países-membros estão já a trabalhar com as autoridades moçambicanas para a reconstrução do país após as cheias.

O número de mortos nas cheias de janeiro em Moçambique subiu para 27, com 724.131 afetados, de acordo com o INGD, com 147 feridos e nove desaparecidos, além de 3.556 casas parcialmente destruídas, 428 totalmente destruídas e 1.66.895 inundadas. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que foram afetadas, desde 07 de janeiro, 227 unidades sanitárias e 299 escolas, 14 pontes e 3.783 quilómetros de estrada.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 201 mortos, além de 291 feridos e de 852.019 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.

 

VIYS(PME) // MLL

By Impala News / Lusa

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