É necessária total reabilitação do Corredor do Lobito para garantir eficiência – PR angolano
O Presidente angolano defendeu hoje a necessidade de estarem totalmente reabilitadas as infraestruturas do Corredor do Lobito para garantir “eficiência e competitividade”, considerando importante a concretização de projetos de reabilitação ferroviária pela República Democrática do Congo (RDCongo).
“Consideramos importante que se garanta que a espinha dorsal do Corredor do Lobito, as suas infraestruturas ferroviárias, rodoviárias e energéticas estejam totalmente reabilitadas e interligadas, para garantir eficiência e competitividade”, afirmou João Lourenço na abertura da Reunião de Alto Nível sobre o Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito “Engine Room”.
O Presidente angolano enfatizou que o Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito visa assegurar que todas as iniciativas promovidas por instituições multilaterais, parceiros bilaterais e investidores privados estejam devidamente articuladas, evitando duplicações, fragmentações e esforços paralelos que possam diminuir o impacto coletivo.
Segundo João Lourenço, é relevante e estratégico que se concretizem os projetos de reabilitação da parte ferroviária na RDCongo, a materialização da ligação ferroviária e rodoviária à República da Zâmbia, bem como a interligação da rede de transporte de energia de Angola à região, beneficiando as populações e atividades produtivas nos dois países vizinhos.
O Corredor do Lobito é uma infraestrutura ferroviária que parte do Porto do Lobito, em Angola, atravessando o país ao longo de 1.300 quilómetros, até à fronteira com a RDCongo, onde se conecta à rede ferroviária as regiões mineiras congolesas, estando prevista a sua expansão até à Zâmbia.
João Lourenço realçou ainda que, sem este esforço, “ficará muito mais desafiante” a concretização de um efetivo corredor de desenvolvimento para os países que compõem o Corredor do Lobito.
O chefe de Estado angolano sublinhou que os governos de Angola, RDCongo e Zâmbia já se reuniram e trabalharam outras vezes em diferentes formatos para afirmar o Corredor do Lobito como prioridade estratégica e aproximar visões sobre governança, investimentos e facilitação do trânsito, com a institucionalização da Agência de Facilitação do Corredor do Lobito.
O Presidente angolano considerou decisiva a parceria de Angola com o Banco Mundial, com o Banco Africano de Desenvolvimento, com a União Europeia, com os Estados Unidos e com outros parceiros multilaterais, bilaterais e do setor privado, para dinamização deste projeto.
O Governo angolano e o Banco Mundial lançaram hoje um novo mecanismo de coordenação regional para acelerar a concretização de projetos estruturantes no Corredor do Lobito, infraestrutura estratégica que liga o interior do continente africano aos mercados globais.
Para João Lourenço, esta Reunião de Alto Nível sobre o Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito representa um passo de consolidação “que consiste em elevar a coordenação a um patamar mais operativo, assegurando a harmonização regulamentar e de processos de facilitação, com metas, responsabilidades e acompanhamento regular”.
De acordo com João Lourenço, o Corredor do Lobito está a afirmar-se como um eixo fundamental de ligação entre os três países, com um enorme potencial para dinamizar o comércio, a produção, a logística e a transformação económica em toda a região.
“Ao ligar o Atlântico às zonas produtivas do interior, este corredor pode tornar-se numa verdadeira plataforma de desenvolvimento e de dinamização da Zona de Livre Comércio Continental de África, contribuindo para a integração económica regional e para a facilitação do comércio intra-africano, com importantes benefícios para as nossas economias e populações”, disse.
A presença de altos membros do Governo dos três países e de parceiros de desenvolvimento multilaterais e bilaterais, realçou João Lourenço, com destaque para o Banco Mundial, “demonstra que existe uma compreensão comum de que o sucesso do Corredor do Lobito depende, acima de tudo, de um alinhamento estratégico claro e de uma coordenação eficaz entre todos os intervenientes”.
“Os parceiros de desenvolvimento desempenham um papel central neste processo, cujo apoio tem sido determinante não apenas na mobilização de investimentos catalisadores, mas também no apoio às reformas estruturais e na harmonização normativa, dimensões essenciais para reforçar a credibilidade do corredor, reduzir riscos, atrair capital privado e garantir resultados concretos”, frisou.
NME/RCR // JMC
By Impala News / Lusa