Câmara pede ao Governo que decrete estado de calamidade na Nazaré

O município da Nazaré vai pedir ao Governo que seja decretado o estado de calamidade no concelho, na sequência dos elevados prejuízos provocados pela passagem da depressão Kristin na madrugada de hoje.

Câmara pede ao Governo que decrete estado de calamidade na Nazaré

Segundo a Câmara Municipal da Nazaré, no distrito de Leiria, as ocorrências registadas “causaram danos significativos em equipamentos públicos e em propriedade privada, afetando infraestruturas essenciais, espaços públicos, habitações, atividades económicas e o normal funcionamento da vida comunitária”.

Em comunicado, a autarquia salienta que “a dimensão e gravidade dos estragos ultrapassam claramente a capacidade de resposta normal do município, configurando, como tal, uma situação excecional com forte impacto social e económico”.

Perante este cenário, a Câmara considera “indispensável a ativação de mecanismos extraordinários de apoio, que permitam mobilizar meios adicionais”, acelerar procedimentos administrativos e garantir os recursos necessários à reposição da normalidade e à recuperação dos prejuízos causados pelo mau tempo.

Na nota, a Câmara adianta também que estão no terreno “todos os serviços municipais e agentes de proteção civil, assegurando a resposta à emergência e a salvaguarda de pessoas e bens”.

Em paralelo, está a ser feito “o levantamento exaustivo dos danos, em articulação com as entidades competentes, com vista à elaboração de um relatório técnico detalhado” que fundamente os pedidos de apoio a nível nacional.

No comunicado, o município apela ainda à colaboração da população, sublinhando que as operações de limpeza e restabelecimento da normalidade “poderão prolongar-se por vários dias e exigem um esforço coletivo, sempre dentro das condições de segurança definidas pelas autoridades”.

A Câmara assegura igualmente que continuará a informar a população “de forma regular e transparente, mantendo como prioridade absoluta a segurança das pessoas, a proteção dos bens e a rápida recuperação do concelho”.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.

DA // VAM

By Impala News / Lusa

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