Três pessoas foram detidas no Minnesota após protesto contra agência de imigração

Três pessoas, incluindo uma advogada de direitos civis, foram detidas após um protesto contra o Serviço de Imigração dos Estados Unidos (ICE) numa igreja no Minnesota, anunciaram hoje as autoridades.

Três pessoas foram detidas no Minnesota após protesto contra agência de imigração

A secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, divulgou na rede social Facebook imagens das detenções da advogada Nekima Levy Armstrong e de Chauntyll Louisa Allen, ocorridas no domingo, durante a interrupção de um serviço religioso em St. Paul.

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, e o diretor do FBI, Kash Patel, anunciaram também a detenção de um homem identificado como William Kelly.

Os três são acusados de tentar “impedir os fiéis de praticarem a sua religião”, escreveu Kristi Noem nas redes sociais.

“Ouçam com atenção: não toleramos ataques a locais de culto”, afirmou Pam Bondi numa mensagem publicada no Facebook.

O protesto ocorreu numa igreja onde os manifestantes acreditavam que o vice-diretor do escritório local do ICE exerce funções como pastor.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que “o Presidente (Donald) Trump não tolerará a intimidação e o assédio a cristãos nos seus locais de culto”.

Em entrevista à CNN, Nekima Levy Armstrong declarou que a administração Trump está “a tentar criminalizar um protesto pacífico e não violento”.

As detenções ocorreram à margem da visita do vice-Presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ao Minnesota, onde hoje se reúne com agentes do ICE, autoridades locais e líderes empresariais.

Aquele estado tem sido palco, há várias semanas, de uma grande operação de imigração federal, que tem gerado contestação entre residentes e ativistas.

A tensão aumentou após a morte de Renee Good, uma mulher de 37 anos baleada por um agente do ICE a 07 de janeiro, enquanto se encontrava no interior do seu carro.

A versão oficial de legítima defesa apresentada pelas autoridades federais é contestada por manifestantes e responsáveis locais, que apontam para imagens de vídeo que colocam em causa essa narrativa.

RJP // JH

By Impala News / Lusa

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