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Teatro Villaret reabre em setembro com comédia “Dois + Dois”

O Teatro Villaret, em Lisboa, encerrado para obras desde o início do mês, reabre no próximo dia 17 de setembro para uma segunda temporada da comédia “Dois + Dois”, foi hoje anunciado.

Teatro Villaret reabre em setembro com comédia

Em comunicado, a produtora Força de Produção, que gere o teatro, afirmou que “Dois + Dois”, a partir do texto de Daniel Cúparo e Juan Vera e com encenação do brasileiro Miguel Thiré, assinala a reabertura do teatro com cerca de 60 anos.

Esta segunda temporada conta no elenco com João Jesus que se junta a Jessica Athayde, Ana Cloe e Miguel Raposo. A primeira temporada de “Dois + Dois” esteve em cartaz de janeiro a abril de 2023.

Em declarações à agência Lusa, no início do mês, fonte da produtora afirmou à agência Lusa que seriam efetuadas intervenções no palco, na plateia, casas de banho e camarins.

“As obras serão financiadas a título privado pela Força de Produção, sem apoio estatal ou de mecenato, apesar de várias tentativas ao longo do tempo”, disse a mesma fonte, questionada sobre o orçamento previsto.

Construído de raiz, o teatro deve-se à iniciativa do ator Raul Solnado (1929-2009), tendo sido inaugurado em 1965, com o musical “Impostor Geral”, uma adaptação livre da peça “O Inspetor-Geral”, de Nikolai Gogol.

Durante décadas, pelo seu palco passaram vários nomes da cena portuguesa, entre os quais Eunice Muñoz (1928-2022) e José de Castro (1931-1977), Artur Ramos (1926-2006) e Jacinto Ramos (1917-2004), e êxitos de bilheteira como “A Preguiça” (1968) e “Há Petróleo no Beato” (1986), ambos protagonizados por Solnado, musicais como “Godspell” (1975), peças como “Em Carne Cor de Rosa Encarnada” (1982), de Miguel Esteves Cardoso, com Graça Lobo (1939-2024), e espetáculos como “E a Treta Continua” (2003), de António Feio (1954-2010) e José Pedro Gomes.

Localizado na Avenida Fontes Pereira de Melo, na capital, o teatro acolheu, desde a década de 1960, produções de estruturas como a Companhia Portuguesa de Comediantes, o Teatro do Nosso Tempo, o Grupo de Ação Teatral, a Companhia de Teatro de Lisboa, a empresa de Vasco Morgado e também do Teatro Nacional D. Maria II, entre muitas outras, segundo o seu histórico, disponível na base de dados do Centro de Estudos de Teatro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

O Teatro Villaret tornou-se um espaço multifacetado, tendo sido cenário de vários programas televisivos, entre eles “Zip-Zip”, em 1969, com Solnado, Fialho Gouveia (1935-2004) e Carlos Cruz, e “E o Resto São Cantigas”, em 1981, também com Solnado, Fialho e Cruz.

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By Impala News / Lusa

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