Maycon Douglas Carro do DJ ainda não foi retirado do mar e há um motivo
Segundo o comandante dos bombeiros, Joaquim Leonardo, “a responsabilidade da remoção daquele veículo é da companhia de seguros” e “terá um custo elevado”.
O corpo de Maycon Douglas foi encontrado a 7 de janeiro, na Praia do Sul, na Nazaré. O DJ estava desaparecido desde 31 de dezembro. Dias antes de o cadáver dar à costa, a viatura da vítima foi avistada a cerca de seis metros de profundidade no mar. Segundo a CMTV, o automóvel ainda não foi retirado.
Em declarações à estação, um mergulhador e pescador, conhecedor da zona, explicou a complexidade da operação. “Conheço bem estas águas, que eu tenho um barco, vou aqui à pesca e conheço este mar como ninguém”, afirmou.
O mesmo sublinhou que as condições necessárias para uma intervenção segura são raras. “Isto é preciso as pessoas terem noção de que este mar aqui é um mar muito especial e onde caiu o carro contam-se pelos dedos da mão os dias em que isso pode acontecer durante o ano. Ou seja, tem que acontecer o seguinte: predominantemente na costa portuguesa, o vento é de noroeste, ou seja, isto dá ondulação sempre, muita espuma, mesmo que o mar esteja baixo. Tem que estar estas condições: tem que estar o mar a 0.6, 0.7 no máximo, tem que estar vento de leste ou de sul durante dois dias para o mar acalmar”, explicou.
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“Naquela zona, é extremamente arriscado”
A CMTV ouviu também o comandante dos bombeiros, Joaquim Leonardo, que destacou as dificuldades técnicas e logísticas. “O veículo está numa zona de rocha, numa zona de rebentação e há alguma dificuldade no próprio acesso ao sítio. Como a própria polícia já referiu, a responsabilidade da remoção daquele veículo é então da companhia de seguros, que terá que arranjar forma de conseguir retirá-lo, e naturalmente que isso terá um custo elevado“, indicou.
O comandante alertou ainda para os riscos associados à operação. “Até que ponto é que todos os custos que terão e riscos, porque alguém vai ter que descer lá abaixo, os mergulhadores vão ter de ir lá abaixo ancorar o veículo, que nesta altura já deve estar em muito mau estado. E neste caso, naquela zona, é extremamente arriscado, porque estamos a falar que é uma zona de rebentação, pode haver compromisso até da própria visibilidade e depois a própria projeção e ali os mergulhadores têm uma maré e umas correntes fortes que, naturalmente, representam sempre e tem sempre ali um determinado risco. E eu ainda ponho aqui outra dificuldade que esta situação tem, que é o acesso ao próprio espaço por cima”, acrescentou.
Texto: Luís Sigorro; Fotos: Impala/Redes sociais