Quatro em cada 10 mulheres com cancro na mama podem evitar quimioterapia
Quatro em cada dez mulheres com cancro na mama ‘Her2’ poderiam evitar a quimioterapia e realizar terapias biológicas se fossem submetidas a um simples teste genético.
Quatro em cada dez mulheres com cancro na mama ‘Her2’ poderiam evitar a quimioterapia e realizar terapias biológicas se fossem submetidas a um simples teste genético.
Esta é a conclusão do estudo “Pamela”, um ensaio clínico publicado hoje na revista “The Lancet Oncology”.
Segundo uma explicação técnica dada no sítio na Internet da Roche, farmacêutica suíça, o cancro na mama ‘Her2’ é a abreviatura de “Human Epidermal growth factor Receptor-type 2”, ou seja, “recetor tipo 2 do fator de crescimento epidérmico humano”.
“Em quantidades normais, esta proteína tem um papel importante no crescimento e desenvolvimento de uma vasta categoria de células”, mas um erro aleatório no gene pode levar ao desenvolvimento de cancro.
O cancro da mama divide-se em três importantes grupos clínicos: dois do tipo ER, que expressam recetores de hormonas, e um terceiro que expressa recetores de ‘Her2’.
Os dois primeiros afetam 70% das mulheres e o terceiro (her2) cerca de 20% das doentes com cancro na mama.
O ensaio pretendia analisar se as pacientes com cancro da mama ‘Her2’, com um perfil genómico determinado (chamado Her2-enriquecido), respondiam bem ao tratamento biológico e poderiam evitar a quimioterapia.
O estudo demonstra que o fenótipo ‘Her2’-enriquecido, que representa 60% das pacientes, identifica as mulheres com mais possibilidade de êxito no tratamento sem quimioterapia.