Valpaços Madrasta revela o que aconteceu na manhã em que matou enteada de 8 anos: “Não queria entrar no carro…”
Eulália Silva estaria a planear o homicídio desde o início desta semana.
Eulália Silva matou a enteada, Lara, de oito anos, por asfixia, na passada quarta-feira, 17 de junho, em Valpaços. Segundo a CMTV, a mulher estaria a planear o homicídio desde domingo, 14 de junho.
No dia do crime, a menina dirigiu-se à escola como habitualmente, mas acabou por ser intercetada pela madrasta, que justificou ao vigilante do estabelecimento de ensino que a criança teria uma consulta médica. A vítima mostrou resistência em entrar no carro, mas a suspeita terá conseguido convencê-la com a promessa de um “lanchinho”.
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“Ontem às 7h00, o pai foi trabalhar e ainda deu o pequeno-almoço à filha, à pequena Lara, e foi carregar um camião, ele que trabalha em obras. Quando saiu de casa, a menina estava a tomar o pequeno-almoço. A menina entrou no autocarro para ir para a escola e Eulália terá ido atrás dela de carro. Já na porta da escola diz ao vigilante que a menina tem uma consulta médica e que a tem de levar. Lara ainda terá hesitado, não queria entrar no carro da madrasta, a madrasta alicia-a dizendo que tem um lanchinho no carro, a menina entra e depois a história é confusa”, revelou Tânia Laranjo.
“A mão para tapar a boca e a outra para lhe agarrar a nuca”
Quando o pai da vítima regressou a casa, apercebeu-se da ausência da filha e comunicou o desaparecimento às autoridades, indicando que Eulália poderia ser a principal suspeita. A madrasta foi detida nessa noite, pelas 23h00, e, após insistência no interrogatório, acabou por confessar, às 5h00 da manhã, que tinha deixado o corpo na serra de Vila Pouca de Aguiar.
“O que esta mulher conta é que leva Lara até à serra e que esteve a conversar com ela e passearam pela serra. Num primeiro momento disse que Lara desapareceu, ou seja, não assume o homicídio. Durante a noite, após várias vezes interrogada pela Polícia Judiciária acaba por revelar o local exato onde deixou o corpo. Diz depois que matou a menina por asfixia, usou a mão para tapar a boca da criança e usou a outra mão para lhe agarrar a nuca e ela não conseguisse resistir, deixou a menina morta e regressou a casa“, apurou ainda Tânia Laranjo.
Texto: Luís Sigorro; Fotos: D.R.