Trump exclui em Davos recorrer à força para assumir controlo da Gronelândia
O Presidente norte-americano, Donald Trump, excluiu hoje, em Davos (Suíça), o recurso à força para assumir o controlo da Gronelândia, mas reiterou a intenção de adquirir o território por considerar que só os Estados Unidos o podem proteger.
“Provavelmente não conseguiremos nada, a menos que eu decida usar força e violência excessivas, o que nos tornaria, francamente, imparáveis. Mas não farei isso. Ok. Agora todos dizem ‘Oh, que bom’. Essa foi provavelmente a maior declaração que fiz, porque as pessoas pensavam que eu iria usar a força. Não tenho de usar a força. Não quero usar a força. Não vou usar a força”, disse Trump, dirigindo-se ao Fórum Económico Mundial, a decorrer em Davos.
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Numa intervenção aguardada com muita expectativa, face às tensões entre os Estados Unidos e a Europa devido precisamente à pretensão da administração norte-americana de assumir o controlo do território autónomo dinamarquês sob a égide da NATO, Trump teceu muitas críticas ao continente europeu, que considerou estar em declínio e ser fraco.
Afirmando que tem “imenso respeito pelos povos da Gronelândia e da Dinamarca”, ressalvou que “cada membro da NATO tem a obrigação de defender o seu território”, algo que considera que a Dinamarca não é capaz de fazer.
Estabelecendo um paralelismo com a Segunda Guerra Mundial, Donald Trump apontou que a Dinamarca rendeu-se em poucas horas à Alemanha e disse que teve de ser a América a proteger a Gronelândia e ganhar a guerra, comentando que, se não fossem os Estados Unidos, a maioria dos presentes na plateia “estariam a falar alemão e, talvez, um pouco de japonês”.
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Lamentando que os Estados Unidos tenham devolvido o território à Dinamarca após o fim do conflito mundial em 1945, o que considerou “uma estupidez”, Trump considerou que a Dinamarca está a ser “ingrata” – crítica que também dirigiu à própria Aliança Atlântica –, e frisou que tudo o que pede “é um pedaço de gelo”.
“Peço muito pouco, comparando com o que lhes demos durante muitas, muitas décadas (…). Têm duas possibilidades: ou dizem sim, e ficaremos muito agradecidos, ou dizem não, e lembrar-nos-emos”, declarou Trump, que pediu a abertura de “negociações imediatas” com vista à aquisição da Gronelândia.