Teresa Guilherme Aponta dedo à TVI e revela tudo o que está de “errado” com o Desafio Final
Teresa Guilherme não concorda com a maneira que a estação de Queluz de Baixo tem produzido o reality show.
Teresa Guilherme é considerada a ‘rainha dos reality shows’, por ter apresentado este tipo de formato durante vários anos, nomeadamente “Casa dos Segredos”. Desde a sua saída da TVI, tem estado mais afastada deste género de programas, embora continue atenta ao que acontece nas edições mais recentes.
A próxima gala do “Desafio Final”, no próximo domingo, 31 de maio, promete ser reveladora, já que a estação de Queluz de Baixo prepara o grande reencontro entre Catarina Miranda e Afonso Leitão, após a polémica das traições. No entanto, a apresentadora e comentadora não concorda com a forma como a estação mistura o que se passa cá fora com o jogo dentro da casa.
Teresa Guilherme manifestou o seu descontentamento na última emissão do “Noite das Estrelas”. “A mim surpreendeu-me que agora as pessoas encontram-se dentro das casas assim mesmo frente a frente, é uma coisa também destes tempos. As pessoas não entravam nas casas e falavam umas com as outras, esperavam até aos outros saírem. Ou havia maneiras de mandar mensagens também, as pessoas assistiam, não era assim“, afirmou.
“Eu pensei, quando vi a notícia, que ele tinha dito alguma coisa sobre ela dentro da casa e ela ia confrontá-lo com uma coisa que aconteceu agora. Não vai para dentro de uma casa confrontar uma pessoa que está a jogar, que é o namorado dela, com uma coisa que ela descobriu cá fora, que se passou antes. Isto é tudo um aproveitamento tanto da Catarina, que tem muitos seguidores e que as pessoas gostam muito dela, a mim não me faz sentido”, apontou.
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“Qualquer dia não há reality show nenhum”
Segundo Teresa Guilherme, o conceito do programa acabou por se perder. “Isto não é um reality show, um reality show é um jogo que se joga dentro de uma casa. O que acontece é que os reality shows são dentro de uma casa, são pessoas que estão a jogar e isso agora há duas vertentes, porque vale tudo. Estragam um reality show. Vocês compreendem que isso é estragar um reality show, as pessoas estão fechadas”, afirmou.
“No meu tempo, no tempo em que os reality shows eram reality shows, os pais não tinham direito nenhum a entrar. Os filhos são adultos, entram para jogar. Até nem era muito honesto para com as pessoas que iam jogar de repente aparecerem os pais a dar conselhos, eles queriam muito ver os pais, depois de um tempo e para verem, para um carinho, não era para irem lá dizer: ‘Olha, estás a fazer mal, está a acontecer isto lá fora’. O que está a acontecer lá fora não se diz“, recordou.
Teresa Guilherme criticou ainda o envolvimento das famílias dos concorrentes nas últimas edições. “Agora não, agora banalizaram tudo e a mãe não tem direito nenhum, na minha opinião, não estou a dizer a mãe do Afonso, estou a dizer os pais em geral, não têm direito nenhum a pedir, a exigir. Os filhos são maiores, decidiram ir jogar e isolar-se, porque esse é que seria o princípio. E, por este andar, qualquer dia não há reality show nenhum. O princípio é pessoas fechadas numa casa 24 horas por dia, vigiados por câmaras, é isto”, rematou.
A apresentadora salientou ainda que os participantes “não podem estar em contacto permanente com o exterior”. “Já ligam à casa todos os dias para fazer programas diários, o que para mim continua a ser um erro”, acrescentou.
“A Catarina tem uma coisa a favor dela na minha opinião, se fosse mesmo eu a mandar: é que ela já foi concorrente mais do que uma vez. Portanto, tem uma relação com a casa diferente, tem um direito, vamos dizer assim, mas não é que seja uma regra. Eu nunca a deixaria entrar para confrontar sobre uma coisa que aconteceu na rua, nunca“, concluiu.
Texto: Luís Sigorro; Fotos: Impala/Redes sociais