Sindicalistas e funcionários da Prestibel manifestam-se por melhores condições de trabalho

Lisboa, 11 abr (Lusa) — Cerca de 50 pessoas manifestaram-se hoje na Amadora para contestar as condições de trabalho impostas pela Prestibel – Empresa de Segurança e contra o que dizem ter sido o afastamento ilegal de seis trabalhadores da autarquia. Pelas 11:10, os manifestantes, munidos com duas faixas do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços […]

Lisboa, 11 abr (Lusa) — Cerca de 50 pessoas manifestaram-se hoje na Amadora para contestar as condições de trabalho impostas pela Prestibel – Empresa de Segurança e contra o que dizem ter sido o afastamento ilegal de seis trabalhadores da autarquia.


Pelas 11:10, os manifestantes, munidos com duas faixas do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza e Domésticas (STAD), repetiam palavras de ordem como “Vigilantes unidos jamais serão vencidos” ou “Prestibel, escuta, os trabalhadores estão em luta”, em frente ao edifício da Câmara Municipal da Amadora.


O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, que se juntou ao protesto, defendeu que a multinacional não pode sobrepor-se à lei nem à Constituição: “Não há nenhuma empresa que possa dispensar os trabalhadores sem um processo disciplinar”.


O dirigente sindical acusa a empresa Prestibel de ser “alguém que se comporta acima da lei, da contratação coletiva e dos direitos fundamentais”.


Já o coordenador nacional do setor de segurança privada do STAD, Rui Tomé, disse à Lusa, que a empresa tem salários em atraso, não afixa as escalas de trabalho e intimida os funcionários que exercem os seus direitos.


“A Presitibel não paga o que os trabalhadores têm direito, as escalas não são afixadas, as horas noturnas não são pagas” e a empresa aplica práticas de “assédio moral, como forma de intimidar os trabalhadores e de fazer chantagem para que estes não exerçam os seus direitos”, referiu.


Rui Tomé apelou aos clientes da empresa de segurança para exercerem pressão sob a Prestibel, para que as condições dos trabalhadores possam ser melhoradas.


“Os clientes têm uma responsabilidade solidária, não é aceitável que tenham ao serviço uma empresa que exerce más práticas e, por isso, fazemos concentrações em frente de vários utilizadores do serviço da Prestibel”, explicou.


Arménio Carlos disse ainda que a multinacional não cumpre os direitos básicos dos trabalhadores nem dá resposta às reivindicações.


“A Prestibel está aqui a fazer o jogo do desgaste, na via do cinismo, da chantagem”, utilizando “atitudes inadmissíveis”, como o atraso no pagamento dos salários, concluiu.




PZE // JNM

By Impala News / Lusa

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