Seguro acusa Ventura de ser um risco e usar métodos não democráticos

O candidato presidencial António José Seguro acusou hoje o seu opositor André Ventura de ser “um risco para a democracia” e recorrer a métodos não democráticos, apelando a que o país repudie este comportamento na segunda volta das eleições.

Seguro acusa Ventura de ser um risco e usar métodos não democráticos

António José Seguro deu esta noite uma entrevista à SIC e referiu-se a um estudo recente segundo o qual “85% da desinformação e das falsidades [políticas] que existem na internet” se devem a André Ventura, líder do Chega com quem vai disputar a segunda volta das eleições presidenciais.

“O país tem que ser claro no próximo dia 08, tem que repudiar esta situação”, pediu, apelando ao voto na sua candidatura.

Questionado sobre se considera que o presidente do Chega representa um risco para a democracia, Seguro concordou.

“Claro. Então uma pessoa que recorre a métodos dessa natureza, à desinformação, claro que é um risco para a democracia. Os métodos desse candidato não são métodos democráticos, criticou.

Sobre a relação que terá que estabelecer com Ventura caso vença as eleições presidenciais, Seguro disse que tem “tentado fazer tudo o possível para manter as condições mínimas para que haja esse relacionamento institucional”.

“Eu não me esqueço que André Ventura é presidente de um partido que tem uma representação parlamentar importante. Como Presidente da República terei que reunir com ele, trabalhar com ele, preservar esse mínimo, mas há uma coisa que não é aceitável: falsidade e recurso à desinformação”, justificou, voltando a citar o nome do presidente do Chega, algo que habitualmente não faz.

Sobre o seu posicionamento quanto ao eventual afastamento de ministros de um Governo, Seguro recordou que “o país já teve demasiadas situações que geraram desconfiança dos portugueses em relação às instituições e às pessoas que as representavam”, garantindo que será “o primeiro a ser exigente, a começar logo na formação dos governos”.

“Eu quero a garantia – que o primeiro-ministro me dê – de que todos os ministros passaram o crivo e que não vão ter problemas quer do ponto de vista ético, quer doutros, no exercício das suas funções”, assinalou.

Rejeitando o conceito de exercer “pressão” nos bastidores e também “vir para a praça pública” em face de um “dever de lealdade” para com o primeiro-ministro, António José Seguro vincou que a conduta dos ministros “é uma exigência ética”.

“O país tem de ter uma dimensão ética e os portugueses têm de confiar nas suas instituições. Há muita gente desiludida, muita gente desagradada com muitas atuações de políticos a vários níveis”, disse, considerando que o Presidente da República tem o dever “de reconciliar os portugueses com as instituições e de reforçar essa relação de confiança”.

 

JF/JE // JMR

By Impala News / Lusa

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