Segurança pode estar em risco caso não sejam admitidos inspetores do SEF – sindicato

O sindicato que representa os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) advertiu que a segurança nas fronteiras, nomeadamente no aeroporto de Lisboa, poderá estar em risco caso não sejam admitidos de imediato novos elementos.

Segurança pode estar em risco caso não sejam admitidos inspetores do SEF - sindicato

Lisboa, 25 mai (Lusa) — O sindicato que representa os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) advertiu hoje que a segurança nas fronteiras, nomeadamente no aeroporto de Lisboa, poderá estar em risco caso não sejam admitidos de imediato novos elementos.


Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF/SEF), Acácio Pereira, alertou para as consequências da falta de efetivos naquele serviço de segurança, que há 14 anos não admite novos inspetores.


“A segurança das fronteiras e o acompanhamento dos cidadãos estrangeiros no país pode estar em causa se não existir uma admissão de inspetores conforme as necessidades a curto prazo”, disse o sindicalista, adiantando que há falta de efetivos em todo o país, mas no aeroporto de Lisboa essa necessidade é mais visível devido ao aumento substancial do número de passageiros.


A diminuição do número de inspetores do SEF, que está “a colocar em causa a segurança de Portugal e o funcionamento da sua economia” é o ponto de partida da conferência que o SCIF/SEF organiza na sexta-feira, em Lisboa, com o tema “O SEF e a Economia”.


No caso do aeroporto de Lisboa, onde se assiste a um recorde de passageiros, o défice de inspetores tem contribuído para “um avolumar de filas e de tempos de espera”, situação que pode se alastrar aos aeroportos do Porto e Faro, bem como aos cais de cruzeiros, afirmou.


No final de 2016, 45 novos inspetores terminaram a formação e atualmente está a decorrer outro curso também com 45 elementos, tendo estas novas admissões decorrido ao abrigo de um concurso interno.


Acácio Pereira considerou este número “diminuto e residual face às necessidades do país” e relembrou que o primeiro grupo de 45 novos inspetores “aguarda nomeação”, existindo funções que ainda não podem exercer, apesar de estar já ao serviço no aeroporto de Lisboa, e os restantes estão em formação.


Para colmatar esta falta de inspetores, o sindicalista considerou que é preciso “adequar os meios às necessidades do país” através de “admissões estruturadas e constantes”.


Nesse sentido, defendeu o recrutamento anual de 100 novos elementos durante a próxima década devido ao défice de pessoal existente.


Mas, como o SEF “está no limite das suas capacidades”, Acácio Pereira sustentou que é preciso admitir 250 inspetores com urgência para “resolver o problema imediatamente”.


O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras tem atualmente 750 inspetores.


A conferência vai contar com a presença da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, deputados, autarcas, presidente da TAP, da Confederação Empresarial Portuguesa (CIP) e da Confederação do Turismo Português.



CMP // JMR

By Impala News / Lusa

Adicione a Impala como fonte preferida google share