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Rússia vai considerar quaisquer forças ocidentais na Ucrânia “alvos legítimos”

A Rússia alertou hoje que vai considerar a presença de quaisquer forças ocidentais em território ucraniano como «alvos legítimos», após a cimeira de aliados em Paris de terça-feira onde esteve o primeiro-ministro português, Luís Montenegro.

Rússia vai considerar quaisquer forças ocidentais na Ucrânia

Naquela reunião, os 35 países membros da “Coligação dos Dispostos”, principalmente europeus, concordaram em enviar um efetivo multinacional para a Ucrânia e participar na vigilância de um futuro cessar-fogo, sob liderança norte-americana, quando for alcançado um eventual acordo de Paz com a Rússia. Montenegro esclareceu que “está fora de hipótese que haja tropas portuguesas no território ucraniano enquanto houver guerra”.

“Todas essas unidades e instalações serão consideradas alvos militares legítimos para as Forças Armadas russas. O aviso foi repetido diversas vezes ao mais alto nível e permanece válido”, afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Maria Zakharova, em comunicado. A Rússia condenou também as declarações que considera “militaristas”, após o acordo entre Kiev e seus aliados europeus, para o envio de tropas para a Ucrânia, considerando aquela aliança um verdadeiro ‘Eixo de Guerra'”.

A Rússia tem rejeitado repetidamente qualquer envio de forças ocidentais para a Ucrânia no passado, o que considera ser uma linha vermelha nas negociações de Paz e que já vem invocando como justificação para a anexação da península da Crimeia, em 2014. As tropas comandadas pelo Kremlin, liderado por Vladimir Putin, invadiram a vizinha e ex-república soviética Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, desencadeando a guerra que ainda dura.

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