Rui Patrício e Vera Ribeiro O amor, o fim da carreira e o socorro aos pais e aos amigos em Leiria (Entrevista exclusiva)

Um dia depois de ter ido a Leiria ajudar os pais afetados pela tempestade, o atleta mostrou-se chocado com o que viu, falou do adeus aos relvados e do papel da mãe dos seus filhos ao longo da sua carreira. Quanto ao futuro, defendeu todas as bolas que “chutámos” e nem precisou de luvas.

Rui Patrício e Vera Ribeiro O amor, o fim da carreira e o socorro aos pais e aos amigos em Leiria (Entrevista exclusiva)

Quando vos convidámos para esta entrevista, falámos do Dia dos Namorados que se aproxima.

Vera Ribeiro – E que nós não celebramos [risos]. Não celebramos nada. E o dia do casamento também não, porque fazemos comemorações ao longo do ano. Até porque esses dias são muito comerciais e, mesmo que se queira ter um jantar normal, não se consegue. Acho que em qualquer outra altura podemos fazer um jantar especial.

Não tem que haver um motivo para dar um presente à Vera ou para lhe fazer uma surpresa? É um homem romântico?

Rui Patrício – Mais ou menos. Eu acho que todos os homens são românticos à sua maneira. Ou seja, ninguém é igual a ninguém. Eu sou romântico à minha maneira. Em relação a presentes, por exemplo, no Natal é igual. Nós não fazemos troca de presentes entre nós.

E qual é o mais romântico? É a Vera?

R.P. – Não, sou eu.

É mesmo? É que, às vezes, pensa-se que os atletas, homens com músculos, não são românticos.

R.P. – Mas são. Acho que sou eu o mais romântico. Mas é assim, também não faço muita coisa típica de romântico, mas sou eu.

(…)

Rui, 108 jogos pela Seleção A, o guarda-redes mais internacional de sempre. Há cerca de um mês decidiu terminar a sua carreira. Sente-se um homem realizado?

R.P. – Sinto-me um homem realizado por aquilo que fiz e conquistei. Joguei por clubes top, em campeonatos muito bons. Sinto-me muito orgulhoso pela carreira que tive.

Há algum clube, prémio, campeonato que almejasse conquistar e não conseguiu?

R.P. – Tive a carreira que tive e que quis. Estou feliz. Não ambicionava nada diferente. As coisas proporcionaram-se assim e estou muito orgulhoso por aquilo que fiz.

(…)

É de Leiria. Tem lá os seus pais e amigos. Quando soube o que a tempestade causou, ficou em choque?

R.P. – Sim, fiquei. Eu só consegui falar com os meus familiares quando o meu cunhado saiu de Leiria. Ficaram sem comunicações e sem rede. E nem deu para perceber muito bem a dimensão da tragédia. Quando depois falei com o meu cunhado e ele disse que tínhamos de comprar geradores, lá fui à procura, porque os meus pais ficaram sem luz, sem rede…

A zona deles acabou também por ser atingida?

R.P. – Sim, depois disso fui comprar os geradores e fui lá levar a casa dos meus pais.

 

Leia esta matéria na íntegra na sua NOVA GENTE desta semana. Já nas bancas.

Texto: NEUZA GOMES; Fotos: HELENA MORAIS; Produção: ZITA LOPES

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