Ricardo Sá Pinto Treinador refugia-se na embaixada portuguesa após protestos no Irão

Ricardo Sá Pinto não consegue sair de Portugal, de momento.

Ricardo Sá Pinto Treinador refugia-se na embaixada portuguesa após protestos no Irão

Vivem-se, atualmente, tempos de grande tensão no Irão desde o passado dia 28 de Dezembro. O povo iraniano tem-se manifestado de forma violenta nas ruas contra o regime dos Ayatollahs, sendo a crescente inflação e o descontentamento generalizado com o governo apontados como os principais motivos.

De acordo com a ONG Iran Human Rights (IHR), as manifestações já terão provocado mais de três mil mortes. Perante este cenário, Ricardo Sá Pinto, treinador do Esteghlal de Teerão, viu-se obrigado a procurar refúgio na embaixada portuguesa.

“Eu tive de me deslocar aqui, porque não tenho internet, telefone, estou incomunicável. Estamos apreensivos para perceber o que é que se vai passar”, contou no Instagram.

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“Ainda ontem tivemos jogo…”

“Logicamente, gostava de não presenciar uma guerra nesta altura, porque já cá estive logo no início, depois acalmou e agora está na iminência de. Mas tenho também responsabilidades profissionais sobre a minha equipa. Os jogadores iranianos não podem sair daqui e não conseguem deixar as famílias“, lamentou.

Apesar do clima de instabilidade, as competições futebolísticas não foram desmarcadas. “Ainda ontem tivemos jogo e durante esta semana vamos ter outro. E, portanto, senti-me na obrigação de continuar, de continuar a dar treinos à minha equipa e perceber se há condições”, apontou. “Nesta altura para mim é difícil abandonar e espero que tudo se possa resolver pelo melhor”, acrescentou.

Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu um comunicado no qual informa que “todos os portugueses naquele país foram contactados, tendo oito cidadãos nacionais já abandonado território iraniano. Alguns cidadãos encontram-se em processo de saída do país (com diligências reservadas por motivos de segurança) e os restantes dez cidadãos nacionais (sete dos quais detêm dupla nacionalidade, portuguesa e iraniana) quiseram permanecer no país.”

Texto: Luís Sigorro; Fotos: Impala/Redes sociais

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