Primeiro-ministro britânico promete “salto em frente” na relação com UE

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou querer “dar um grande salto em frente” na relação entre o Reino Unido e a União Europeia (UE), prometendo a criação de um regime de mobilidade juvenil. 

Primeiro-ministro britânico promete

Num discurso em Londres destinado a responder a críticas internas após os maus resultados nas eleições locais e regionais de quinta-feira, Starmer apontou para uma mudança de rumo, incluindo uma relação mais estreita com a Europa no centro da sua estratégia.

“O que pretendo é dar um grande passo em frente com a cimeira UE-Reino Unido deste ano e aproximar-nos ainda mais, tanto no que diz respeito ao comércio, à economia, à defesa e à segurança. E isso servirá então de base sobre a qual poderemos construir à medida que avançamos”, afirmou, em resposta aos jornalistas. 

O líder trabalhista disse querer “deixar para trás as discussões do passado, não reabrir velhas mágoas, mas olhar para o futuro”.

Para isso, prometeu “um programa de experiências para jovens estará no centro do nosso novo acordo com a UE”, a juntar à reintegração no programa de intercâmbio Erasmus+ no próximo ano.

O sistema de mobilidade deverá abranger jovens europeus com idades entre os 18 e os 30 anos e permitir que estudem e trabalhem temporariamente no Reino Unido, e jovens britânicos façam o mesmo na UE.

Londres e Bruxelas têm estado num impasse sobre o período máximo de estadia, o número de jovens europeus elegível e o acesso a propinas universitárias de valor igual às dos estudantes britânicos, mais baixas do que as pagas pelos estudantes internacionais.

No discurso, o primeiro-ministro revelou que o Governo vai apresentar esta semana legislação para permitir a nacionalização da metalúrgica British Steel e o reforço de um programa de formação e estágios profissionais para jovens com dificuldades em encontrar emprego.

O discurso do primeiro-ministro é considerado uma tentativa de salvar a sua liderança, num contexto de forte turbulência política, após resultados eleitorais locais e regionais particularmente negativos que mergulharam o Partido Trabalhista numa crise profunda.

O partido atualmente no poder perdeu cerca de 1.500 eleitos locais, o controlo de 40 autarquias e, pela primeira vez, a maioria no parlamento autónomo do País de Gales.

“Sei que as pessoas estão frustradas com o estado do Reino Unido, frustradas com a política, e algumas estão frustradas comigo. Sei que tenho críticos e sei que preciso de provar que estão erradas – e vou fazê-lo”, afirmou.

 

BM // APN

Lusa/fim

By Impala News / Lusa

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