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PR cabo-verdiano espera que abstenção recue nas legislativas

O Presidente cabo-verdiano disse esperar um recuo da abstenção nas legislativas de hoje, depois de a eleição de há cinco anos ter decorrido durante a pandemia da covid-19.

PR cabo-verdiano espera que abstenção recue nas legislativas

“Espero que, agora, num período de maior tranquilidade, sem o condicionamento da pandemia, as pessoas possam votar mais expressivamente”, disse José Maria Neves, que depositou o boletim na urna pouco depois das 11:00 (13:00 em Lisboa) na Escola Universitária Católica de Cabo Verde, na Praia.

Já na sexta-feira, numa mensagem à Nação, o chefe de Estado tinha apelado para a participação nas eleições, considerando que “a abstenção fragiliza a democracia”.

Nas legislativas de 2016 a abstenção foi de 34%, crescendo para 42% em 2021.

“Todos os cabo-verdianos devem dirigir-se às mesas de voto” durante este dia que representa “uma jornada cívica e democrática”, sublinhou.

O voto “é muito importante para a democracia, para que todos se possam exprimir livremente e contribuir para a formação de políticas públicas que vão ao encontro das aspirações e sentimentos de cada um”, acrescentou José Maria Neves.

Ainda segundo o Presidente da República, até meio da manhã, em Cabo Verde, a votação estava a decorrer “com boa afluência” e num “ambiente de serenidade”.

As eleições decorrem em cerca de mil mesas de voto nas ilhas, onde estarão abertas até às 18:00 (20:00 em Lisboa), enquanto junto da diáspora haverá mais de 200 com o seu próprio horário – só em Portugal serão 84 mesas.

São chamados às urnas 344.284 inscritos no arquipélago e 72.051 no estrangeiro.

A ilha de Santiago, que inclui a capital, Praia, elege 33 dos 72 deputados e é a única onde há dois círculos eleitorais.

As restantes oito ilhas (cada uma corresponde a um círculo) elegem outros 33 deputados e os três círculos no estrangeiro escolhem seis deputados.

O Movimento para a Democracia (MpD, no poder desde 2016) e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) têm-se alternado na liderança do país, sempre com maiorias absolutas na Assembleia Nacional, desde as primeiras eleições livres, em 1991.

Para estas eleições, os dois partidos apresentaram listas nos 13 círculos eleitorais.

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), terceira força parlamentar, concorre em 10 círculos, ficando de fora nas ilhas Brava, do Maio e da Boa Vista.

O Partido Popular (PP) e o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), sem representação parlamentar, concorrem, cada qual, em seis círculos.

LFO // EJ

By Impala News / Lusa

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