Refugiados junto ao parlamento para pedir expulsão de embaixador iraniano em Lisboa
Cerca de duas dezenas de refugiados iranianos em Portugal exigiram hoje em frente da Assembleia da República, a expulsão do embaixador do Irão em Lisboa, Majid Tafreshi, e o fim do regime teocrático em Teerão.
Em declarações aos jornalistas, Manaar Saedimajd, 35 anos, natural de Teerão e há três em Lisboa, acusou o regime iraniano de ter massacrado, ao longo de décadas, milhões de inocentes civis e pediu o apoio da comunidade internacional para pôr termo à situação.
Esta responsável pela organização da manifestação defendeu também a liberdade para o Irão e a entrega do poder ao filho do último xã, Reza Pahlavi, entre gritos exigindo o “fim ao regime terrorista”, que “perdeu a sua legitimidade”.
Os manifestantes reclamaram também junto do parlamento o corte de relações diplomáticas entre Lisboa e Teerão, à semelhança de todas as representações diplomáticas na Europa associadas às atuais autoridades da República Islâmica.
Entre as palavras de ordem, destacou-se também o “amor” que os manifestantes declararam pelo Presidente norte-americano. Donald Trump, e pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que, no sábado, iniciaram um ataque militar ao Irão.
“Pahlavi é a nossa escolha”, declararam os iranianos na concentração, justificando que o príncipe herdeiro é “a voz do povo”.
Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial” ao seu país.
O Irão confirmou a morte, durante primeiros os ataques a Teerão, do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989.
JSD //APN
By Impala News / Lusa