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Portugal de luto: O rasto de morte e destruição deixado pela depressão Kristin

A passagem da sucessiva das depressões Kristin, Leonardo e Marta mergulhou o país num cenário de guerra. Com mais de uma dezena de vítimas mortais e prejuízos que ascendem a milhões de euros, concelhos como Pombal e Castanheira de Pera lutam agora para reerguer o que o vento e a chuva levaram.

Portugal de luto: O rasto de morte e destruição deixado pela depressão Kristin

Portugal tenta, a custo, recuperar do fôlego cortado pela depressão Kristin em Portugal. O que começou como um alerta vermelho do IPMA transformou-se numa das maiores catástrofes naturais dos últimos anos em solo luso. O balanço é pesado: as autoridades confirmam agora um total de 15 vítimas mortais em todo o território nacional, resultado direto e indireto da fúria dos elementos que assolou o país desde o final de janeiro.

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Quase todas as casas no concelho de Pombal com danos

Pombal e Castanheira de Pera: O coração da destruição

No concelho de Pombal, o cenário é desolador. Segundo fontes municipais, quase todas as casas sofreram danos, desde telhados arrancados a estruturas completamente colapsadas. A força das rajadas, que atingiram os 150 km/h em pontos como o Cabo Carvoeiro e Ansião, não deu tréguas.

Perto dali, em Castanheira de Pera, o esforço de reconstrução já começou, mas a tarefa é hercúlea. Das mais de 500 habitações identificadas com estragos, apenas cerca de uma centena recebeu intervenções de emergência até ao momento. O Governo já prolongou o estado de calamidade até 15 de fevereiro para 68 municípios, numa tentativa de agilizar o apoio às milhares de pessoas que viram as suas vidas desfeitas num ápice.

Histórias de perda: O rosto da tragédia

As histórias de quem partiu revelam a perigosidade extrema desta tempestade. Em Vila Franca de Xira, a queda de uma árvore sobre uma viatura roubou a vida a um condutor. No distrito de Leiria, o mais fustigado, registaram-se várias mortes por quedas de telhados durante tentativas desesperadas de reparação, além de uma vítima fatal na Marinha Grande.

Mesmo após a passagem do núcleo da Kristin, o perigo persistiu. Em Serpa, um homem foi arrastado pela força das águas dentro da sua própria viatura. Estes relatos somam-se a um rasto de infraestruturas destruídas, como a emblemática roda gigante da Figueira da Foz, que tombou perante o vento extremo.

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Solidariedade e apoio: O caminho para a recuperação

Apesar do cenário cinzento, a onda de solidariedade tem sido a luz no fundo do túnel. Instituições como o Santuário de Fátima já se mobilizaram para apoiar as vítimas, apesar de a própria instituição ter sofrido prejuízos superiores a 2 milhões de euros.

Para quem ficou sem teto, o programa “Turismo Acolhe” disponibilizou alojamentos em unidades hoteleiras, enquanto o Governo anunciou um pacote de apoio que pode chegar aos 2,5 mil milhões de euros para cobrir danos em habitações, empresas e equipamentos públicos.

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Testemunho na primeira pessoa após a depressão Kristin em Portugal

Este vídeo mostra o testemunho direto de sobreviventes e o esforço das populações locais na região de Leiria para recuperar dos danos causados pela depressão Kristin.

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