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Populares lincham dois suspeitos de terrorismo após saques em Cabo Delgado 

Cinco homens foram agredidos por populares, por suspeitas de integrarem grupos terroristas no distrito de Ancuabe, província moçambicana de Cabo Delgado, tendo dois morrido e outros três acabaram detidos pelas autoridades após tentarem saquear residências abandonadas durante ataques armados.

Populares lincham dois suspeitos de terrorismo após saques em Cabo Delgado 

A porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Cabo Delgado, Eugénia Nhamussua, citada hoje pela comunicação social, disse que, enquanto a população fugia para zonas mais seguras, devido aos ataques armados registados naquela região do norte de Moçambique, os homens, que não são da região, entraram na aldeia para “poder aproveitar-se da fragilidade das residências por falta de guarnição e poderem apoderar-se dos bens que fossem lá encontrados”.

“Importa referenciar que mesmo na entrada da aldeia, estes incendiaram uma residência e isto foi a chamada de atenção para a população. Daí que a população infelizmente enfureceu-se e acabou espancando estes cinco indivíduos”, tendo dois morrido, acrescentou Eugénia Nhamussua.

O caso ocorre numa altura em que continua a deteriorar-se a segurança em vários distritos de Cabo Delgado, sobretudo em Ancuabe, Macomia e Mocímboa da Praia, província afetada há mais de oito anos por ataques armados atribuídos a grupos extremistas associados ao Estado Islâmico.

A organização ACLED registou 15 eventos violentos nas duas últimas semanas na província moçambicana de Cabo Delgado, sete envolvendo extremistas do Estado Islâmico, que provocaram 15 mortos, elevando para 6.542 os óbitos desde 2017.

De acordo com o último relatório da organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês), com dados de 20 de abril a 03 de maio, dos 2.371 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, 2.191 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).

EYMZ (PVJ) // MLL

By Impala News / Lusa

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