Zelensky rejeita proposta de Berlim para Kiev ser “membro associado” da UE

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu hoje que o projeto europeu só ficará completo com a Ucrânia, rejeitando a proposta do chanceler alemão, Friedrich Merz, para que a Ucrânia fosse “membro associado” da União Europeia (UE).

Zelensky rejeita proposta de Berlim para Kiev ser

Numa mensagem na sua conta na rede X, Zelensky considerou que “não pode haver um projeto europeu completo sem a Ucrânia”, salientando que “o lugar da Ucrânia na União Europeia também deve ser completo”.

“Estamos ativamente envolvidos em trabalho diplomático com os nossos parceiros na União Europeia para aproximar a Ucrânia da UE”, acrescentou, recordando que a Ucrânia está atualmente a lutar “pela sua vida, pela sua independência e pela Europa que tem vivido em paz pelo maior período de tempo, que protege o povo, a vida e a cultura”.

Zelensky considerou “importante alcançar progressos significativos” nas negociações do seu país com a UE e trabalhar a 100% pela segurança do povo.

O conselheiro presidencial ucraniano Dmitry Litvin disse ao jornal ucraniano The Kyiv Independent que Zelensky considerou que o estatuto de “membro associado” deixaria a Ucrânia “sem voz” na Europa.

Na quinta-feira, o chefe do Governo alemão propôs criar o estatuto de “membro associado” para a Ucrânia numa carta dirigida à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, e ao primeiro-ministro de Chipre, Nikos Christodoulidis, cujo país detém a presidência rotativa do Conselho da União Europeia (UE).

Na carta, Merz pediu que a ideia de criar o estatuto de “membro associado para a Ucrânia” fosse discutida na próxima reunião informal de líderes europeus, agendada para 18 e 19 de junho em Bruxelas.

Merz especificou nomeadamente que, enquanto “membro associado”, a Ucrânia teria o direito de participar nas reuniões do Conselho Europeu e do Conselho da UE, mas sem direito de voto, além de ter acesso a lugares sem poder de voto no Parlamento Europeu e ter um membro na Comissão Europeia sem pasta ou capacidade de participar nas votações.

De acordo com a proposta do chanceler, ser “membro associado” concederia também, entre outras coisas, a um magistrado da nação com esse estatuto a figura de “juiz associado” no Tribunal de Justiça da UE.

“Com esta abordagem, a Ucrânia daria um grande passo em frente, aproximando-se imediatamente da adesão total”, escreveu Merz.

Em 28 de fevereiro de 2022, logo após o início da invasão russa, a Ucrânia pediu a adesão à União Europeia e as negociações entre Kiev e o bloco europeu foram formalmente iniciadas em junho de 2024.

JH // MDR

By Impala News / Lusa

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