Portugal tem com Moçambique uma das suas parcerias “mais sólidas” – ministro

O ministro Adjunto e para a Reforma do Estado afirmou hoje que a parceria com Moçambique é das “mais sólidas” que Portugal tem, destacando que, no plano económico, mais de 1.100 empresas exportam para o mercado moçambicano.

Portugal tem com Moçambique uma das suas parcerias

“Esta relação não precisa de ser inventada, precisa de ser reconhecida pelo que é: Uma das parcerias mais sólidas, mais antigas e mais multidimensionais que Portugal mantém no mundo. E precisa de ser levada mais longe”, disse o ministro Gonçalo Matias.

Ao intervir na cerimónia oficial do dia de Portugal na capital moçambicana, onde está em visita, o ministro sublinhou que os “números dizem algo importante” relativamente “à natureza desta parceria”.

Desde logo pelo volume de investimento direto português em Moçambique, que ultrapassa os 2.000 milhões de euros. “O que coloca este país entre os oito principais destinos do investimento português no mundo”, reconheceu, recordando que em 2025, as exportações portuguesas de bens e serviços para Moçambique “situaram-se acima dos 500 milhões de euros”.

Além disso, apontou que Portugal é o sétimo maior fornecedor de Moçambique, com mais de 1.100 empresas portuguesas exportadoras “ativas” para este mercado, responsáveis por trocas comerciais que, em 2025, superaram os 193 milhões de euros em bens.

“Muitas destas empresas têm em Moçambique a sua principal, ou mesmo a única, relação comercial com o exterior, o que significa que a saúde económica de centenas de pequenas e médias empresas portuguesas está ligada de forma direta à estabilidade e ao crescimento deste país”, reconheceu.

Para o governante, a relação entre Portugal e Moçambique “existe na vida das pessoas”, como “nos mais de 40 mil cidadãos portugueses” registados na rede consular em território moçambicano, mas também nas “mais de 400 empresas de capitais portugueses”.

“Empresas que apostaram neste mercado quando apostar era difícil. Que ficaram quando a conjuntura apertou. Que continuam a investir quando outros hesitam. Existe nos estudantes moçambicanos que foram a Portugal estudar e voltaram com o conhecimento que aqui ficou”, destacou Gonçalo Matias.

O ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, que representou o Governo moçambicano na cerimónia, afirmou que o momento “ultrapassa a mera formalidade política e diplomática”, e reflete a “amizade, solidariedade e cooperação que caracterizam os laços” entre os dois países.

“Ao saudarmos Portugal nesta data nacional, saudamos igualmente a vibrante comunidade portuguesa que escolheu Moçambique como sua segunda pátria, alguns como sua primeira pátria, que empreende e cria raízes indeléveis”, reconheceu Chume, que agradeceu o apoio português em várias áreas, nomeadamente nas cheias que afetaram o país no início do ano.

“Este gesto de solidariedade, prestado no momento em que o vosso país também enfrentava as graves consequências da devastadora tempestade Kristin, constitui mais um testemunho inequívoco da amizade e fraternidade que sempre uniram os nossos povos e países”, disse o ministro.

“Para nós, Moçambique, é motivo de profunda gratidão reconhecer em Portugal um parceiro consistente e solidário com o qual podemos sempre contar nos momentos de adversidade e nos desafios em prol do desenvolvimento económico e social do nosso país”, acrescentou.

Para o embaixador de Portugal em Maputo, Jorge Monteiro, a comunidade portuguesa em Moçambique “mais do que bem integrada” é “parte ativa do tecido social, económico e cultural” do país, “contribuindo para o progresso e para o desenvolvimento da sociedade que os acolhe”.

O diplomata destacou a importância das mais de 400 empresas de capitais portugueses, que “são um dos pilares fundamentais da economia moçambicana” e da relação económica bilateral: “São responsáveis pela criação de milhares de postos de trabalho e de oportunidades para os mais jovens. As empresas portuguesas acreditam firmemente no enorme potencial deste país. Não estão de passagem, fazem e querem continuar a fazer parte da construção do futuro de Moçambique”.

PVJ // TDI

By Impala News / Lusa

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