PM israelita volta a adiar julgamento alegando ter de assistir a uma cerimónia

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, voltou a pedir hoje ao tribunal a suspensão das primeiras horas de uma audiência em que é arguido, para que pudesse assistir à cerimónia da tomada de posse do novo chefe da Mossad.

PM israelita volta a adiar julgamento alegando ter de assistir a uma cerimónia

Netanyahu deveria comparecer hoje no Tribunal Distrital de Jerusalém para uma audiência relativa a um processos de corrupção contra si.

O pedido do primeiro-ministro, que já adiou várias sessões do julgamento, foi recebido com críticas pelos juízes, que alertaram que já tinham atendido repetidamente aos seus pedidos de adiamento ou cancelamento de audiências.

“Quando se trata de questões de segurança, não há nada que possamos fazer, mas cerimónias? Com todo o respeito, ou os organizadores desse evento ajustam os seus horários ou prosseguiremos com a audiência”, reagiu a juíza Rivka Friedman-Feldman, embora ainda não tenha sido tomada nenhuma decisão oficial.

Netanyahu já tinha solicitado permissão para assistir a outra cerimónia, também marcada para hoje, pedido que foi aceite.

O período para Netanyahu prestar depoimento começou a 10 de dezembro de 2024, quando uma decisão judicial o obrigou a comparecer, apesar do pedido dos seus advogados para adiar as audiências até, pelo menos, março de 2025.

Netanyahu é a primeira pessoa na história de Israel a ser julgada enquanto ocupa o cargo de primeiro-ministro, tendo sido acusado de suborno, fraude e abuso de poder em três casos distintos, após investigações lideradas pelo ex-procurador-geral Avichai Mandelblit.

Em abril de 2021, a acusação denunciou um “grave caso de corrupção do regime” durante a primeira sessão da fase de recolha de provas no julgamento por corrupção contra Netanyahu, que rejeitou as acusações e disse estar a ser alvo de uma “caça às bruxas” e de um “golpe judicial”.

No entanto, o mais grave destes casos é o chamado “Caso 4000”, no qual enfrenta acusações de ter aprovado regulamentos que beneficiaram o acionista maioritário da maior empresa de telecomunicações de Israel, o grupo Bezeq, em troca de uma cobertura favorável ao Governo por parte do portal de notícias Walla, detido pelo grupo.

PMC // APN

By Impala News / Lusa

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