Partido de Taur Matan Ruak denuncia excesso de contratações públicas em Timor-Leste
O Partido de Libertação Popular (PLP, oposição) de Timor-Leste, do antigo primeiro-ministro Taur Matan Ruak, acusou hoje o Governo de um elevado número de contratações para os serviços públicos, sem ganhos correspondentes em produtividade.
“De acordo com os dados apresentados pelo Governo em 2025, o total da força de trabalho no setor público, classificada como funcionários permanentes, é de 39.236. Já os trabalhadores ocasionais, apoios políticos, contratos a termo certo, assessores nacionais e internacionais somam 35.323, totalizando 74.559 pessoas”, afirmou a deputada Angelina Sarmento, numa sessão parlamentar.
Angelina Sarmento considerou as contratações como pouco prudentes e com tendência para gastar dinheiro sem uma análise de custo-benefício, refletindo um estilo de governação marcado pelo desperdício e pelo luxo.
Segundo a deputada, o Orçamento Geral do Estado para 2025 tinha um montante superior a 474 milhões de dólares (cerca de 401 milhões de euros) para pagar salários, mas revelou-se insuficiente.
“Estão a ser realizados recrutamentos em massa de trabalhadores ocasionais, apoios políticos e assessores, sem limites nem controlo por parte dos membros do Governo”, afirmou.
A deputada do PLP acusou ainda o Governo de contratar pessoas para responder às promessas eleitorais do partido Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste, atualmente no poder.
A deputada apelou ao Governo para que, em 2026, pondere uma racionalização da função pública, para colmatar a situação e alertou o Governo para a sustentabilidade do Fundo Petrolífero, que poderá terminar em cerca de 10 anos.
Por sua vez, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Adérito Hugo, defendeu que o elevado número de funcionários não é apenas responsabilidade do atual Governo, mas resulta também dos governos anteriores, que criaram empresas e institutos públicos.
“Os governos anteriores criaram empresas e institutos públicos sem gerar receitas para o Estado. Mesmo assim, pagavam salários elevados e criaram muitos cargos de chefia”, respondeu Adérito Hugo à deputada do PLP.
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By Impala News / Lusa