Médio Oriente em chamas: Israel avança por terra no sul do Líbano
O exército israelita lançou hoje uma incursão terrestre numa zona fronteiriça do sul do Líbano, disse uma fonte militar libanesa à agência de notícias francesa AFP.
A tensão na fronteira entre Israel e o Líbano atingiu o ponto de rutura. As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram o início de operações terrestres em pontos estratégicos do sul do território libanês. O objetivo declarado é neutralizar a infraestrutura do Hezbollah e proteger as comunidades do norte de Israel.
Avanço estratégico e retirada das forças no Líbano
O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, autorizou o avanço das tropas em conjunto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Fontes militares indicam que a operação se concentra em zonas como Kfar Kila e na planície de Khiam. Em resposta à aproximação das forças israelitas, o exército do Líbano retirou-se de pelo menos sete posições avançadas junto à fronteira. Esta manobra visa evitar o confronto direto entre os dois exércitos nacionais e proteger os militares libaneses da escalada entre Israel e a milícia xiita.
O fim da trégua e a retaliação do Irão
Este novo capítulo da guerra surge após o colapso do cessar-fogo assinado em novembro de 2024. O gatilho para a retaliação foi a morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irão, num bombardeamento que visou o coração de Teerão. O Hezbollah, braço armado do Irão no Líbano, respondeu com chuvas de mísseis contra território israelita. Israel contra-atacou não só por terra, mas também com vagas de bombardeamentos em Beirute, visando quartéis e depósitos de armas.
Casos semelhantes e o peso da história
A história de invasões terrestres no Líbano é longa e dolorosa. Recordamos a invasão de 1982, que visava expulsar a OLP, e a guerra de 2006, que durou 34 dias e causou milhares de vítimas. Recentemente, a operação “Rugido do Leão” assemelha-se à incursão de 2024, onde a tecnologia de drones e a inteligência de precisão mudaram a face do combate. Em todos estes episódios, o sul do Líbano serviu de palco para uma guerra por procuração entre Israel e as potências que apoiam o Hezbollah.
Impactos na região e ajuda humanitária
As consequências para a população civil são imediatas e severas. Mais de 100 mil pessoas já foram deslocadas no sul do Líbano desde o início das hostilidades recentes. A comunidade internacional observa com preocupação o risco de uma guerra regional total, envolvendo o Irão de forma direta. Em Israel, o governo convocou cerca de 100 mil reservistas para reforçar a frente norte e garantir que os residentes deslocados possam, eventualmente, regressar às suas casas.