Maioria dos candidatos afasta dissolução imediata em caso de Orçamento chumbado

A maioria dos candidatos presidenciais afastou hoje um cenário de dissolução imediata do parlamento em caso de chumbo do Orçamento do Estado, num debate a oito em que houve críticas ao atual Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa.

Maioria dos candidatos afasta dissolução imediata em caso de Orçamento chumbado

Num debate transmitido em simultâneo nas rádios Antena 1, Renascença, TSF e Observador, a partir das instalações da RTP, em Lisboa, houve candidatos que não se quiseram comprometer nesta matéria, como João Cotrim Figueiredo e André Ventura, que afirmou que a sua decisão em caso de crise orçamental “vai depender do contexto”.

O tema de possíveis desistências à esquerda foi lançado por Cotrim Figueiredo, que tem o apoio da IL. Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, respondeu que vai “estar na corrida”, enquanto Catarina Martins, apoiada pelo BE, considerou a pergunta insultuosa e assegurou que não vai desistir, assim como António Filipe, que tem apoios do PCP e do PEV.

A este propósito, o presidente do Chega, André Ventura, alegou que os candidatos à esquerda “já chegaram a um acordo, mas não querem dizer”, e acusou o antigo secretário-geral do PS de mentir ao negar que os dois tenham estado juntos a falar de política: “Até me disse quais eram as eleições mais fáceis para ser eleito”. Segurou contrapôs que “isso é falso”.

Quanto a uma eventual crise orçamental, António José Seguro, António Filipe, Catarina Martins, Gouveia e Melo e Jorge Pinto criticaram a atuação do atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que avisou previamente que o chumbo do Orçamento do Estado para 2022 levaria a uma dissolução, que acabou por decretar.

Para estes candidatos, um chumbo do Orçamento não implica necessariamente a dissolução da Assembleia da República, e pode haver um segundo Orçamento. Gouveia e Melo ressalvou, porém, que “tem de haver um julgamento político” na altura para avaliar ganhos e perdas “em termos da estabilidade”.

Luís Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD, concordou que “o chumbo de um Orçamento não deve dar necessariamente lugar a uma dissolução”, mas defendeu que um Governo nessa circunstância “fica politicamente fragilizado”, defendendo que o Presidente deve ser “um árbitro que atua previamente” e, perante um chumbo, decidir “caso a caso”.

IEL // ACL

By Impala News / Lusa

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